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Traficantes usam delivery para não perder clientes
Sexta-feira, 08 Maio de 2020 - 13:48 | Redação
A pandemia por conta do novo coronavírus e o isolamento social não afetaram negativamente o tráfico de drogas em Campo Grande. Só nesta semana que ainda nem terminou, a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) fez cinco flagrantes e cumpriu dois mandados de prisão. Segundo a polícia, o sistema de “disque-entrega” ou “delivery” tem sido mais utilizado pelos traficantes para driblar a ação dos policiais e ainda não perder a clientela.
De acordo com o delegado da Denar, Hoffman D’Avila, houve um aumento no número de apreensões e prisões no último mês. “Nota-se que com a pandemia, o sistema bastante usado pelos traficantes é o disque-entrega, pois o usuário não se expõe indo até o ponto de venda de drogas neste momento em que vigora o toque de recolher e a fiscalização nas ruas”.
Na maioria das vezes, no sistema “delivery” o pedido da droga é feito pelo WhatsApp e o traficante sai de casa com pouca quantidade do entorpecente. O que segundo o delegado demanda um trabalho de inteligência e investigação maior por parte da polícia. “Geralmente, quando recebemos denúncia de uma boca de fumo, os policiais fazem uma vigia velada no local e por meio da movimentação temos a prova de que se trata de uma boca de fumo. Com o disque-entrega, existe uma pulverização do crime. É preciso acompanhar o traficante por dias ou percorrer vários quilômetros, em diversos bairros da cidade, até efetuar o flagrante”, explica Hoffman.
Esta semana, equipes de investigadores da Denar prenderam um homem de 36 anos que atuava no sistema “delivery” e outro de 34 anos por tráfico de drogas e associação para o tráfico, no fim da tarde de terça-feira (5).
A abordagem ocorreu por volta de 17 horas, no Bairro Monte Castelo. 11 sacos de maconha do tipo bucha e 4 porções de cocaína foram apreendidas. Parte da droga estava sendo levada no veículo do suspeito de 34 anos e o restante do entorpecente estava escondido na casa do traficante que servia como depósito.
A droga que estava no veículo seria levada para a casa do suspeito de 36 anos, onde depois de preparada, ele venderia no sistema de disque-entrega, chegando lucrar R$600,00 por noite. No total, a maconha apreendida pesou 3kg. Um prejuízo de R$15 mil ao crime.
“A Denar está atenta a estratégia, monitorando e vamos continuar a combater ao tráfico pelo disque-entrega ou qualquer outra modalidade deste crime”, disse o delegado.
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