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Setembro Amarelo amplia o olhar para os cuidados com a saúde emocional
Terapeuta de florais Joseanne Roque destaca que organizações e sociedades mais saudáveis começam pelo cuidado com as pessoas
Quarta-feira, 02 Setembro de 2026 - 11:11 | Redação

Setembro chama a atenção para um tema que precisa permanecer em pauta durante todo o ano, o cuidado com a saúde mental e emocional. Marcado pela campanha Setembro Amarelo e pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, o período amplia as discussões sobre acolhimento, escuta, prevenção e valorização da vida.
Em Mato Grosso do Sul, dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam 359 óbitos por suicídio em 2024, sendo 75,8% entre homens e 24,2% entre mulheres.
Para a terapeuta de florais Joseanne Roque, em uma sociedade cada vez mais conectada e tecnológica é necessário voltar o olhar para quem está no centro de todas essas estruturas: o ser humano.
“Falamos muito em inovação, produtividade, governança e compliance, mas nada disso existe sem pessoas. Antes de qualquer sistema funcionar bem, existem seres humanos tomando decisões, construindo relações, liderando equipes e enfrentando seus próprios desafios. Por isso, acredito que o verdadeiro hub é o ser humano”, afirma Joseanne.
O ser humano como centro das conexões - Muito utilizada nas áreas de tecnologia, a palavra hub representa um ponto central capaz de conectar diferentes elementos e permitir que um sistema funcione de maneira integrada.
Joseanne propõe transportar esse conceito para a própria vida humana. Corpo, mente, emoções, memória, relações, trabalho e experiências pessoais coexistem e se influenciam constantemente.
“Somos um ecossistema vivo. Quando esse centro está equilibrado, isso se reflete na maneira como nos relacionamos, trabalhamos, criamos, cuidamos e tomamos decisões. Da mesma forma, quando estamos sobrecarregados emocionalmente, os impactos não ficam restritos ao indivíduo. Eles podem alcançar a família, o ambiente profissional e todas as relações ao redor”, explica.
A reflexão ganha ainda mais relevância diante da crescente discussão sobre os riscos psicossociais nos ambientes de trabalho. Sobrecarga, assédio, baixa autonomia, insegurança psicológica, falta de apoio e relações profissionais fragilizadas são fatores que passaram a ocupar também o debate sobre gestão e prevenção.
Nesse contexto, saúde emocional deixa de ser percebida exclusivamente como uma questão individual e passa a dialogar também com conceitos como governança e compliance. “Organizações dependem de pessoas para que códigos de ética, processos, controles, canais de comunicação e políticas internas funcionem efetivamente. Podemos criar excelentes estruturas de governança, normas e processos, mas são pessoas que dão vida a tudo isso. Não existe empresa saudável, instituição saudável ou sociedade saudável sem olhar para a saúde das pessoas que fazem parte desses ambientes”, pontua Joseanne.
Cuidado que precisa acontecer durante todo o ano - Embora setembro tenha um papel importante ao ampliar a visibilidade da saúde mental e da prevenção ao suicídio, o cuidado emocional não pode estar restrito a um mês específico.
Para Joseanne, a campanha também pode funcionar como um convite para observar sinais que muitas vezes são normalizados na rotina, como irritabilidade constante, dificuldade para descansar, sensação de sobrecarga, alterações emocionais e dificuldade para lidar com situações cotidianas.
É nesse contexto de cuidado integral que entra a terapia de florais, reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).
A terapia utiliza essências derivadas de flores e tem como proposta atuar de maneira complementar no cuidado dos estados emocionais. Para Joseanne, o acompanhamento começa principalmente pela escuta e pela compreensão do momento vivido por cada pessoa.
“O floral não deve ser visto de forma isolada. O primeiro movimento é olhar para o ser humano e entender o que ele está vivendo, como estão suas emoções e quais situações estão provocando desequilíbrio. O cuidado precisa considerar a pessoa em sua integralidade”, explica a terapeuta.
A terapia de florais não substitui acompanhamento psicológico, psiquiátrico, médico ou outros tratamentos de saúde quando necessários. Em situações de sofrimento emocional intenso ou risco de suicídio, a orientação é procurar imediatamente atendimento especializado.
Investir em saúde emocional, escuta, prevenção e acesso ao cuidado significa fortalecer justamente o elemento que conecta todas as demais estruturas. “Precisamos lembrar que não vai existir tecnologia, inovação, governança, compliance ou desenvolvimento sustentável sem o ser humano. Podemos aperfeiçoar sistemas e criar ferramentas cada vez mais inteligentes, mas devemos cuidar daquele que criou e movimenta tudo isso. O ser humano é o verdadeiro hub”, conclui Joseanne.
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