• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Servidora pública foi queimada e cinzas jogadas no Rio Paraguai

Sexta-feira, 06 Setembro de 2019 - 16:32 | Redação


A reprodução simulada do assassinato da servidora pública Nathália Alves Corrêa Baptista, de 27 anos, apontou que o crime foi bárbaro. A vítima que foi morta em Porto Murtinho, a 430 quilômetros de Campo Grande (MS), teve o corpo queimado e as cinzas foram jogadas no Rio Paraguai. Duas pessoas estão presas pelo assassinato, mas apenas uma confirma envolvimento no caso.

O trabalho policial foi realizado nesta quinta-feira, 5 de Setembro, no endereço onde a vítima foi incinerada. A reprodução foi feita com base nos depoimentos de uma mulher de 33 anos que confirma ter participado do crime e está presa. Ela e a vítima mantinham relacionamento com um mesmo de homem de 37 anos. Ele também está preso, mas nega participação no assassinato.

Conforme a mulher, ela e Nathália já tinham se desentendido meses antes. Contudo, na versão dela, o autor do assassinato foi o homem. Ela afirma que apenas ajudou o amante a se desfazer do corpo para protegê-lo. O modo como Nathália foi morta já foi relatado à polícia pela própria mulher, mas esta parte do depoimento é mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações.

A mulher conta que foi chamada pelo amante para ir à pousada onde ele trabalhava como gerente. Ao chegar ao local, ela já teria encontrado Nathália sem vida. A mulher relata ter ajudado o amante no transporte do corpo até uma residência do Bairro Nossa Senhora Aparecida, em Porto Murtinho. Neste endereço, o cadáver foi incinerado pelo casal sob forte combustão e por várias horas.

As cinzas mortuárias da vítima teriam sido armazenadas em sacos e vasilhames e em seguida jogadas no Rio Paraguai, na tentativa de ocultar o crime. O local onde o corpo foi queimado foi concretado, com a construção de uma pequena área de lazer.

Durante a reprodução simulada, o concreto foi quebrado e peneirado pelos peritos criminais, que localizaram vestígios que podem ser restos mortais de Nathália.

Os vestígios coletados foram encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal de Mato Grosso do Sul (IMOL) e ao Laboratório de Análises Laboratoriais Forenses, em Campo Grande, onde serão periciados.

Desaparecimento - A vítima foi vista pela última vez por volta das 20h30 do dia 15 de junho, na casa de uma amiga, para a qual teria dito que iria em uma pousada de Porto Murtinho, encontrar com o namorado. Depois disso, como Nathália não retornou para casa, a família procurou a polícia para denunciar o desaparecimento.

Conforme os delegados, a mulher de 33 anos confessa somente parte do crime, alegando que apenas ajudou no transporte do corpo e na incineração, que segundo ela teve participação do homem, o qual aponta como o responsável pela morte de Nathália. Porém, a Polícia Civil não descarta o envolvimento da mulher na morte da vítima.

O homem segue negando o envolvimento no crime, atribuindo morte e ocultação de cadáver à mulher que teria sido auxiliada por um terceiro desconhecido.

A mulher foi indiciada por destruição, subtração e ocultação de cadáver. Já o homem também teve a prisão temporária decretada e segue preso, à disposição da Justiça.

O caso só deve ser concluído quando os laudos periciais estiverem prontos e, após a realização de novas diligências, uma vez que não está descartado o envolvimento de outras pessoas no crime.

As investigações são um trabalho em conjunto da Delegacia Especializada de Homicídios, da DP de Porto Murtinho e do Instituto de Criminalística de MS.

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