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Senadora Soraya Thronicke defende participação feminina nas eleições e explica troca política
Durante rodada de entrevista, a candidata à reeleição explicou os projetos criados ao longo dos 8 anos no Senado e solicitou que a população vote sem idolatrias
Sexta-feira, 18 Setembro de 2026 - 10:35 | Dayranny Amorim

A Record MS deu continuidade, nesta sexta-feira (18), à tradicional rodada de entrevistas com os candidatos ao Governo e ao Senado por Mato Grosso do Sul.
Os primeiros entrevistados são os postulantes a uma vaga no Senado e a conversa acontece a partir das 7h15, durante o programa Noticidade 1ª Edição, da Rádio FM Cidade 97, conduzido pelo jornalista Rodrigo Nascimento, o popular Rodrigão. A convidada desta sexta-feira foi a candidata à reeleição, Soraya Thronicke, que disputa o cargo ao Senado por Mato Grosso do Sul nas Eleições de 2026 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Natural de Dourados, Thronicke iniciou sua trajetória política em 2018, quando foi eleita senadora pelo Partido Social Liberal (PSL), atual União Brasil. Em 2022 ficou em quinto lugar na disputa presidencialista pelo mesmo grupo. Entre 2023 à 2025 auxiliou na sua consolidação Podemos (PODE) e não concorreu a cargos públicos. Ainda em 2025 filiou-se ao PSB, partido pelo qual disputa as eleições deste ano.
A pauta mais defendida por Soraya Thronicke durante a entrevista foi em defesa das mulheres em diferentes esferas. “Venho trabalhando muito em alguns projetos, como a Lei da Misoginia e a Lei Bárbara Penna" [ambas destinadas a proteção das vítimas de violência doméstica].
A Senadora também questionou sobre emendas destinadas ao enfrentamento de violência contra mulher em Mato Grosso do Sul. “Tenho investido muito em segurança pública, principalmente para as mulheres. Um exemplo é em 2023, quando eu destinei verbas para a criação de 10 salas lilás e até agora não inaugurou nenhuma. Eu tenho a caneta para passar a emenda, mas não para executar”.
A candidata foi relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets e conversou com Rodrigão sobre a sua preocupação em relação às empresas de cassino online continuarem atuando sem regulamentação. “A situação é muito agravante, as coisas são ainda piores depois da CPI. Todo dia eu recebo diversas mensagens de pedido de socorro por causa da ludopatia [vício em jogos].”
Durante a entrevista, Rodrigão questionou sobre a sua troca de lado político desde a última eleição em que ela participou. “ Eu trabalhei naquele momento [2018] pelos meus valores, mas vi os Bolsonaro prometer os meus valores e não cumprir. Não existe isso de ‘pintar um clima com criança de 14 anos’ ou imitar pessoas morrendo durante a pandemia, isso é uma lástima. Sou a mesma Soraya, não aceito cabresto de ninguém”.
Ainda sobre esse assunto, Soraya elogiou os benefícios criados ou ampliados durante o governo Lula. “ O Lula criou o Pé-de-Meia para os estudantes, o Brasil Sorridente e até mesmo o Plano Safra foi criado no primeiro ano do mandato. Eu defendo o agronegócio, pois sei que ele é a força motriz do país e de Mato Grosso do Sul, mas também pretendo ampliar a proposta e criar planos para outros setores, como o comércio”.

A candidata se mostrou frustrada por ser a única mulher concorrendo ao cargo de Senadora por Mato Grosso do Sul. “Essa é mais uma fotografia da nossa realidade, pois a quantidade de mulheres que têm a oportunidade, coragem e apoio dos familiares para disputar uma eleição é raro. Até porque, infelizmente, quando uma mulher se candidata a um cargo, até mesmo de líder de uma associação, ela virá vidraça, ela é atacada em sua honra”. Decepcionada e indignada, ela cita a pesquisa pela Folha de São Paulo, onde foi analisado o discurso de ódio feito nas redes sociais sobre ela e a Simone Tebet durante o primeiro debate presidencial em 2022.
A movimentação partidária derivou dos desentendimentos internos do PSL e após um dirigente cometer violência política de gênero, conforme a própria senadora para a redação do Diário Digital. Soraya também relembrou o período que passou pelo PODE com alegria e afirmou que foi convidada a integrar diversos outros partidos, contudo escolheu o PSB por se encaixar melhor e visando as próximas disputas eleitorais.
A Senadora finaliza afirmando que confia nas urnas e nos resultados das eleições. Além disso, solicitou para que a população sul-mato-grossense observasse a política com mais razão e menos idolatria, que olhasse para os trabalhos feitos pelos políticos que estão dentro do poder legislativo e executivo. Soraya também declarou seu apoio para Fábio Trad e Dona Gilda, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), devido aos serviços prestados para os cidadãos durante o período que ocuparam cargos públicos.
Os candidatos são entrevistados a partir das 7h15, durante o programa Noticidade 1ª Edição, da Rádio FM Cidade 97. A condução das entrevistas é feita pelo jornalista Rodrigo Nascimento, o popular Rodrigão. A rodada de entrevistas retorna na segunda-feira (21), com a participação do Capitão Contar (PL).
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