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Semed inicia etapa 2020 do curso de libras
Terça-feira, 03 Março de 2020 - 18:52 | Redação
Com foco na inclusão, a Prefeitura de Campo Grande, iniciou na noite desta segunda-feira (2), a etapa 2020 do curso de Libras, que é oferecido, de forma gratuita, a profissionais da Educação e população em geral.
Os quatro módulos do curso contemplam 850 alunos, distribuídos em 17 turmas. As aulas acontecem as segundas e terças-feiras (noturno) e quarta-feira (vespertino), no Centro de Formação da Semed.
De acordo com a chefe da Divisão de Educação Especial, Lizabete Coutinho, o curso atende a lei nº 10.436/02, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão e que representa uma conquista da comunidade surda que tem a Libras como primeira língua.
“O curso ofertado pela Semed é de suma importância para garantir a difusão do ensino de Libras para familiares de pessoas surdas, professores, profissionais da saúde, do comércio e para a comunidade em geral”, pontuou Lizabete. Ela ainda ressaltou que a proposta do curso é contribuir com a inclusão.
Dividido em cinco níveis, com duração de um ano cada, os alunos começam no Básico I podendo chegar até a formação para tradutor e intérprete de Libras. Ao concluir o avançado, o aluno que deseja trabalhar, por exemplo, na Semed, precisa realizar uma prova prática para comprovar o domínio da língua. No entanto, Lizabete destaca que quem conclui o módulo três já está apto a se comunicar, porém reforça que para dominar a Libras é necessária muita prática.
É isto que a professora Jussara Terra está buscando. Apesar de estudar a língua há cinco anos, ela decidiu recomeçar a partir do nível básico. “Cheguei até o avançado, mas quero aperfeiçoar, por isso quis fazer novamente desde o início. Meu objetivo é ser intérprete, então preciso de muito estudo. Vejo que é uma carreira em crescimento devido aos poucos profissionais formados”, destacou a professora que leciona na escola municipal “Advogado Demósthenes Martins”.
As pedagogas Rayssa Ricarda Aparecida Petri da Silva e Bianca Ramos Lopes tiveram um primeiro contato com a Libras na faculdade e decidiram fazer um curso para aprimoramento. “Desde o Ensino Médio tenho contato com alunos surdos e eu já observava a necessidade de aprender a se comunicar com eles porque sempre precisava de um intérprete para intermediar. É muito importante conversar direto com a pessoa surda porque a troca de experiências fica melhor”, disse Rayssa.
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