• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Seleção para emprego na Capital era golpe

Sábado, 08 Fevereiro de 2020 - 08:19 | Redação


Um homem que se identifica como empresário está sendo investigado pela prática de estelionato em Campo Grande. Ele prometia emprego para as vítimas, porém, exigia o pagamento de 'taxas admissionais' e depois desaparecia, segundo denúncia feita à Polícia Civil.

Além disso, o homem é suspeito também de assédio, pois teria pedido que uma das candidatas a uma vaga enviasse fotografias nas quais estivesse usando pouca roupa ou nua.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) no Centro da Capital na sexta-feira, 7 de Fevereiro, por uma funcionária da Fundação Estadual do Trabalho (Funtrab), pois o homem solicitava serviços do órgão para recrutar pessoas para trabalhar em sua empresa.

Entretanto, foi constatado que ele não tem qualquer empresa em atividade no Estado, apenas uma registrada em seu nome em Santa Catarina, porém inativa. 

Conforme o boletim de ocorrências, o suspeito realizaria processos seletivos seduzindo os candidatos com propostas de trabalho, mas ao decorrer dos tramites exigia dinheiro alegando ser “taxas admissionais”, necessárias para cursos de capacitação.

Em muitos casos o suposto empresário chegava até a oferecer sociedade, em seguida desaparecia com o dinheiro das vítimas, que acabavam sem dinheiro e sem o emprego.

Flagrante - A equipe do Grupo de Operações e Investigações (GOI) seguiu para o local por volta das 9 horas da manhã com apoio de uma equipe de investigação da DEPAC, onde o suspeito foi flagrado realizando entrevistas com mulheres, prometendo emprego em empresa que ainda nem existe.

Segundo a polícia, seu histórico criminal teria até mesmo boletim de ocorrência em que ele promete a uma mulher emprego como modelo, porém para que isso se confirmasse seria necessário que lhe enviasse fotos com pouca roupa ou de preferência nua.

Duas testemunhas foram arroladas, sendo que para ambas o golpista prometia a vaga e que depois entraria em contato novamente para confirmar. A polícia constatou que este seria modus operandi do suspeito, primeiro conquistava a confiança das pessoas desempregadas e depois pegava dinheiro.

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