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Se não pagar vocês não vão dormir, não vão ter paz, ameaçou professora indígena presa por extorsão
Terça-feira, 22 Outubro de 2019 - 11:25 | Redação
O conflito entre indígenas e fazendeiros em propriedades localizadas na Perimetral Norte de Dourados era orquestrado por quadrilha criminosa liderada pela professora Dirce Cavalheiro Veron. Ela é apontada como uma das lideranças que coordenaram as ações de extorsão a fazendeiros, interceptadas ontem (21) pela Polícia Civil.
Segundo o delegado Rodolfo Daltro, responsável pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) de Dourados, ela teria ameaçado os produtores dizendo: “se não pagar vocês não vão dormir, não vão ter paz”.
Com apoio do policial militar Waldison Candido Francisco, de 46 anos, ela conseguiu inibir a incidência de conflitos com indígenas invasores durante a semana passada. Isso só aconteceu após a garantia de que seriam pagos os valores.
De acordo com o investigador, foi exigido inicialmente R$ 150 mil para fazer cessar os conflitos na região, os quais se acirraram no feriado de 12 de outubro. No entanto, após negociações, foi acordado o repasse de R$ 120 mil, pagos em quatro parcelas semanais.
Ontem (21), diante de impasses para o pagamento, Dirce passou a pressionar os produtores acirrando as ameaças. Com local e horário marcado para receber os valores, o SIG monitorou a ação e conseguiu flagrar a acusada e o PM com o dinheiro.
Ela ainda tentou esconder os maços de notas de R$ 100, jogando as cédulas na carroceria de uma caminhonete.
“Após o produtor rural efetuar a entrega dos R$ 30 mil, demos voz de prisão, a Dirce tentou esconder jogando o dinheiro na carroceria de uma caminhonete, mas fizemos a prisão deles pela prática de extorsão. Ela relatou que seria uma das lideranças e realmente vimos que ela possui essa influência porque não houve nenhum conflito na semana passada”, detalhou Daltro.
A professora indígena é conhecida no Estado e agora será investigada a relação dela com outros casos. Acredita-se que mais lideranças estão envolvidas no crime.
Dirce está presa no 1° Distrito Policial e assim que houver emissão do flagrante será transferida para o presídio feminino. O policial militar Waldison Candido Francisco foi transferido para o Presídio Militar de Campo Grande e deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (22).
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