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Samu Indígena chega a 1 ano com 2,4 mil atendimentos em Dourados

Serviço registra resposta média de seis minutos na Reserva Indígena

Terça-feira, 11 Agosto de 2026 - 16:12 | Sandra Salvatierre


Samu Indígena chega a 1 ano com 2,4 mil atendimentos em Dourados
Ao longo dos primeiros 12 meses, o Samu Indígena registrou uma média superior a 200 atendimentos por mês. A estrutura atende aproximadamente 21 mil moradores das etnias Guarani. (Foto: A. Frota)

O Samu Indígena completou um ano de funcionamento na Reserva Indígena de Dourados com 2.447 ocorrências atendidas e tempo-resposta médio de aproximadamente seis minutos. Implantado para ampliar e agilizar o acesso da população indígena ao atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência, o serviço já supera 200 atendimentos mensais e atende uma comunidade de cerca de 21 mil moradores.

Atendimento mais próximo das comunidades

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Indígena iniciou as atividades em 9 de agosto de 2025 e funciona em uma área anexa ao Hospital Indígena Porta da Esperança, na Aldeia Jaguapiru.

Para o coordenador regional do Samu, médico Otávio Miguel Liston, a presença de uma equipe dedicada à população indígena aproxima o atendimento dos territórios e reduz o intervalo entre o chamado e a chegada do socorro.

Atualmente, o tempo-resposta dentro da Reserva Indígena de Dourados é de aproximadamente seis minutos. “O tempo-resposta corresponde ao intervalo entre o acionamento da equipe e a chegada da viatura ao local da ocorrência”, explica Otávio Liston.

“Em situações como parada cardiorrespiratória, acidentes graves, AVC, dificuldade respiratória e outras emergências, reduzir esse intervalo pode representar impacto direto na assistência e nas chances de recuperação do paciente”, completa o médico.

Serviço atende cerca de 21 mil moradores

Ao longo dos primeiros 12 meses, o Samu Indígena registrou uma média superior a 200 atendimentos por mês. A estrutura atende aproximadamente 21 mil moradores das etnias Guarani, Bororo e Terena na Reserva Indígena de Dourados.

O projeto é considerado uma iniciativa pioneira na área da saúde indígena e foi estruturado como projeto-piloto do Governo Federal, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde e da Secretaria de Saúde Indígena, ambas vinculadas ao Ministério da Saúde, com acompanhamento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Mato Grosso do Sul.

A Secretaria Municipal de Saúde participa da iniciativa com contrapartidas para a instalação e manutenção da base, além de coordenar os atendimentos por meio do Samu Regional.

Equipe tem profissionais indígenas

O serviço funciona em regime de plantão, com uma equipe formada por 14 profissionais, entre técnicos de enfermagem, enfermeiros e motoristas, que mantêm contato direto com o médico regulador.

Metade dos profissionais que integram o Samu Indígena é formada por indígenas. Além da familiaridade com as rotas e as particularidades das aldeias, esses trabalhadores também podem atuar como tradutores quando o paciente apresenta dificuldade para se comunicar em português.

Atendimento é feito pelo 192

O Samu Indígena é integrado à Central de Regulação do Samu convencional e pode ser acionado pelo telefone 192. Os atendimentos seguem os mesmos protocolos utilizados pelo serviço convencional.

Após a avaliação inicial, a equipe define o encaminhamento mais adequado de acordo com a gravidade do caso. O paciente pode ser direcionado ao Hospital da Missão, a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou a hospitais da cidade.

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