• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Rotatória será retirada para aliviar tráfego

Quinta-feira, 08 Agosto de 2019 - 18:33 | Redação


A prefeitura de Campo Grande fará adequações em dois pontos de congestionamento de trânsito na Capital. Haverá reordenamento viário de duas rotatórias – das ruas Joaquim Murtinho com Ceará e da Avenida Eduardo Elias Zahran com Joaquim Murtinho – locais por onde circulam diariamente 68 mil veículos. Serão  investidos R$ 1,5 milhão na remoção e readequação dos canteiros, além da instalação de conjuntos semafóricos para regular o tráfego.

A ordem de serviço foi assinada nesta quarta-feira, 7, pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD). “Este é o terceiro ponto de estrangulamento do trânsito de Campo Grande que está sendo reordenado pela nossa administração. Isso é um ganho para mais de 68 mil veículos que transitam por esta rotatória por dia. São estudos feitos pela nossa equipe, que garantem a solução dos problemas e com o menor custo possível”, declarou o prefeito Marquinhos Trad.

A rotatória da Joaquim Murtinho com a Ceará será retirada, substituída por alças de acesso onde serão instalados semáforos para ordenar o fluxo de veículos.  “Não haverá nenhuma restrição a conversões, os semáforos terão o tempo de funcionamento sincronizado”, explica o diretor presidente da Agetran,  Janine Bruno.

A outra rotatória, na confluência da Zahran/Joaquim Murtinho, início da Ceará, será mantida, apenas com algumas adequações no canteiro e a semaforização, numa solução semelhante a adotada nas rotatórias da Mato Grosso/Nelly Martins e da Interlagos/Gury Marques.

Desde 2017 é a terceira intervenção em rotatórias  promovida pela Prefeitura.  Eram locais que registravam congestionamentos até a implantação do projeto de semaforização desenvolvido pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito).

Nesta região onde será feito o reordenamento viário, o volume de tráfego, 68 mil veículos,  é maior que o registrado nas rotatórias das avenidas Mato Grosso/ Nelly Martins (38 mil veículos/dia ) e da Interlagos com a Gury Marques (44 mil  veículos/dia) que receberam semaforização.

Custo baixo - De acordo com os técnicos da Agetran,  a semaforização das rotatórias, foi uma alternativa mais barata para resolver alguns gargalos no trânsito . Na rotatória da Interlagos/ Gury Marques, por exemplo, a construção de um viaduto custaria mais de R$ 40 milhões. Com investimento de aproximadamente R$ 1,2 milhão, o trânsito no local foi reordenado com a instalação de semáforos sincronizados.

Em abril, uma equipe da  Organização  Mundial da Saúde esteve na cidade produzindo um documentário sobre as estratégias adotadas pela atual gestão para conseguir reduzir a quantidade de acidentes de trânsito com morte. O documentário será veiculado em todo o país e no exterior.

Indicadores do ‘Programa Vida no Trânsito’ apontam que houve uma redução das mortes por residente de 4% no ano de 2018 (143 óbitos) comparado ao ano de 2017 (149 óbitos). No período de 2011 a 2018 a redução foi de 32% dos óbitos por residente e 34% das mortes na área urbana. De acordo com a Agência Municipal de Trânsito de Campo Grande (Agetran), circulam pela cidade aproximadamente 450 mil carros e 150 mil motocicletas.

Campo Grande está sendo considerada modelo pela OPAS em propostas inovadoras e de baixo custo como a semaforização das rotatórias da Avenida Mato Grosso com a Nely Martins (Via Parque) e da Interlagos com a Costa e Silva (Coca-Cola), além do reforço na sinalização horizontal, vertical com a fixação de seis mil placas e instalação de 54 novos semáforos com a ampliação da onda verde que diminui o estresse dos motoristas, contribuindo para economia de combustível e redução da poluição. Outro destaque são os 83 Km de ciclovias que se interligam entre si bem como os programas sócio-educativos de educação para o trânsito implementados na Reme (Rede Municipal de Ensino).

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