• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Rodoviária sitiada pelo tráfico

Quinta-feira, 06 Fevereiro de 2020 - 10:30 | Redação


Desanimados com a situação de abandono e domínio do tráfico de drogas no  entorno do prédio do antigo terminal rodoviário de Campo Grande, os comerciantes comemoram a terceira fase da Operação Laburu. Nesta quinta-feira (06)  pelo menos 60 policiais civis, militares e equipe do Batalhão de Choque participaram de uma megaoperação para tirar de circulação os traficantes que atuam na região.

Um longo trabalho de investigação foi realizado pelo policiais para inibir o tráfico “formiguinha” que insiste em continuar nessa área do bairro Amambaí.  Dezenas de pessoas entre homens e mulheres perambulam na antiga rodoviária deixando os comerciantes inseguros. São dependentes químicos que vivem na sujeira. Eles moram nas plataformas desativas e  o mau cheiro  já está impregnado no local.

Na primeira hora da operação, vários flagrantes.  Os policiais encontraram dinheiro, maconha e cocaína escondidos nos sapatos de um dos abordados. Os presos serão encaminhados para a Denar, Delegacia de Repressão ao Narcotráfico

A situação encontrada no local é considerada de calamidade pública pelos que dependem do espaço para trabalhar.“ Faz 36 anos que tenho um comércio aqui, e hoje estou fechando as portas. Éimpossível trabalhar com esse mau cheiro, aqui é infestado de usuários, tem dias que abro a porta do meu estabelecimento e encontro drogas sem contar na insegurança quando eles estão sob efeito do entorpecente. Ficam incontroláveis e a gente corre risco de vida aqui e por isso resolvi  fechar meu trabalho”, desabafa um comerciante que preferiu não se identificar.

Moradores e comerciantes lamentam o ponto a que chegou a região do Centro. Mesmo os policiais intensificando o patrulhamento e as operações, o número de usuários e moradores em situação de rua vem aumentando. O sentimento de insegurança prevalece e muitos resolvem fechar o comércio onde atuavam para  tentar vida em outro lugar.

Reforço - Durante abertura da terceira fase da Operação Laburu mais de R$ 1 milhão em equipamentos foram  entregues aos  policiais do 1° Batalhão da Polícia Militar, em Campo Grande.  De acordo com o secretário-adjunto da Sejusp, Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública,  coronel Ary Carlos Barbosa, o reforço vem com 280 granadas, cinco lançadores de granada, 1500 munições 556, 1500 munições .40, 70 sacolas, 70 mochilas, 40 capacetes, 30 permeiras, e 10 e  sprays de pimenta.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, coronel Waldir Ribeiro Acosta,  todo o equipamento foi adquirido com recursos da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

O comandante do 1° Batalhão, Claudemir Melo Domingos, explica que todo esse material erá usado no curso da Força Tática da PM. O equipamento vai ajudar a combater crimes como roubo, furto e tráfico de droga.

O titular da Denar, Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico, Hoffman D'Avila Candido de Souza,  explicou que o trabalho de inteligência policial já resultou  na redução de 40% dos furtos e roubos da região central.   Para os criminosos, o delegado deixou um recado bem claro: "aqui no Mato Grosso do Sul quem faz tráfico de drogas  muda de Estado ou muda de profissão, estamos no encalço dos traficantes”. 

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