• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Projeto Magistratura Vai à Escola inicia atividades em Campo Grande

Iniciativa visa aproximar estudantes da rede estadual e magistrados para espaço de conversa

Sexta-feira, 04 Setembro de 2026 - 16:50 | Redação


Projeto Magistratura Vai à Escola inicia atividades em Campo Grande
Escola Estadual Professora Delmira Ramos de Oliveira é a primeira a receber atividades da iniciativa. (Foto: Divulgação)

Em nova inciativa, magistrados integrantes da Amamsul visitarão escolas estaduais de Mato Grosso do Sul. Intitulado Magistratura Vai à Escola, projeto visa aproximar juízes e desembargadores de estudantes, professores e equipes pedagógicas da rede estadual de ensino. As atividades da ação iniciaram nesta segunda-feira (31) e terão continuidade em outras unidades até o fim do ano letivo.

A estreia foi na Escola Estadual Professora Delmira Ramos de Oliveira, no Bairro Coophavila, em Campo Grande. Representando a diretoria da Amamsul, juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, conversou com alunos e profissionais da escola sobre cidadania, direitos, deveres, educação e as consequências jurídicas de determinadas escolhas e condutas.  "O Magistratura Vai à Escola pretende aproximar o Poder Judiciário da comunidade escolar e criar um espaço de conversa direta que pode influenciar positivamente o futuro dos adolescentes", reforçou.

Projeto Magistratura Vai à Escola inicia atividades em Campo Grande
Em estreia, juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, discursa e conversa com alunos. (Foto: Divulgação)

A diretora da escola, Gigliola Aparecida Penazzo Vinci, agradeceu a presença do juiz e destacou a receptividade do encontro. Segundo ela, a comunidade escolar se sentiu muito acolhida com a visita. "Eles se sentiram muito acolhidos."

Durante a conversa, professores apresentaram situações enfrentadas no cotidiano escolar. Entre elas, relataram casos de alunos que permanecem semanas sem frequentar as aulas, muitas vezes sem uma intervenção efetiva dos responsáveis, e questionaram quais consequências essa situação pode produzir do ponto de vista jurídico.

O magistrado Mário Esbalqueiro explicou que a educação básica é obrigatória e que pais ou responsáveis possuem o dever de garantir a frequência escolar dos filhos. Dependendo das circunstâncias e da persistência da omissão, a situação pode exigir a atuação da rede de proteção e gerar repercussões jurídicas. "Abandono", destacou.

O encontro também abriu espaço para que os estudantes conhecessem melhor o funcionamento da Justiça e a profissão de magistrado, além de receberem orientações sobre responsabilidade, convivência social e a importância das escolhas feitas durante a adolescência.

Nesta terça-feira (1º), o projeto teve continuidade com a participação do juiz Jorge Tadashi Kuramoto, na EE Padre Mário Blandino, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

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