Geral
Projeto do Senac MS visa capacitar mães atípicas com produção de cookies
Iniciativa surge em sala de aula por meio de união com o curso e a APAE
Segunda-feira, 08 Junho de 2026 - 07:00 | Redação

O que começou como uma atividade acadêmica obrigatória no curso de confeitaria do Senac MS resultou em uma rede de apoio e geração de renda para dezenas de famílias assistidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Por meio de um projeto que surgiu em sala de aula, estudantes e professores criaram uma capacitação em produção de cookies artesanais direcionadas para mães atípicas, oferecendo uma alternativa financeira para mulheres que dedicam a rotina aos cuidados dos filhos.
A iniciativa faz parte do Projeto Integrador, metodologia do Senac em que os alunos precisam utilizar o conhecimento técnico adquirido em prol de demandas reais da comunidade. Foi em uma dessas atividades que a estudante Jéssica de Queiroz Ramos, enxergou a oportunidade de conectar a instituição de ensino à realidade que conhecia de perto. Filha de uma assistente social da APAE, ela sabia que dezenas de mães passam horas na instituição aguardando os filhos durante os atendimentos e participando das atividades do Núcleo de Assistência Social.
Ao apresentar a proposta, a estudante encontrou apoio imediato da professora Andréa Diniz Carvalhal. A docente comenta como a iniciativa nasceu dessa união. "Como tínhamos uma aluna cuja mãe trabalha na APAE, chegamos até a instituição e conhecemos essa realidade.[...] A ideia foi desenvolver uma capacitação que pudesse gerar uma oportunidade de renda para essas mulheres", ressalta Andréa.
Na primeira fase, já concluída, seis mães voluntárias foram até as cozinhas do Senac para aprender a receita exclusiva de cookie desenvolvida para o projeto. Na próxima etapa, a equipe do Senac levará a capacitação até a sede da APAE para expandir o projeto e alcançar as demais participantes.
Para Vanderlene Pereira de Queiroz Ramos, assistente social da APAE e mãe de Jéssica, ver a filha participando da iniciativa foi motivo de orgulho. A assistente social destaca o planejamento e arranjo para a realização do projeto. "Quando ela trouxe a proposta, conversamos com a professora Andréa e tudo deu certo. Temos uma cozinha bem equipada e o projeto tem tudo para funcionar muito bem”, afirma.
O presidente da APAE, Luiz Cesar Nocera, ressalta como a iniciativa colabora a enfrentar uma realidade de muitas mães que precisam acompanhar os filhos, dificultando se manter em um emprego formal. Segundo Nocera, a oportunidade amplia a autonomia financeira dessas mulheres. “Normalmente a mãe atípica não tem condições de trabalhar fora porque precisa cuidar do filho. Com esse tipo de capacitação, ela pode desenvolver uma atividade dentro de casa, produzir para venda e complementar a renda da família. É uma ação extremamente importante e que atende uma necessidade real dessas mulheres”, destaca.
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