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Projeto de Lei propõe internação de dependentes químicos em Campo Grande

Vereador André Salineiro propõe que a proposta seja colocada em pauta o quanto antes

Segunda-feira, 18 Maio de 2026 - 17:17 | Redação


Projeto de Lei propõe internação de dependentes químicos em Campo Grande
A medida visa ser uma ação de enfrentamento do avanço do consumo de drogas. (Foto: Izaias Medeiros)

Tramita na Câmara Municipal projeto de lei que estabelece diretrizes para o tratamento e a internação voluntária e involuntária de dependentes químicos em Campo Grande. A proposta foi apresentada pelo vereador André Salineiro. O projeto visa combater o aumento do consumo de drogas nas ruas da Capital, principalmente em locais que vem sendo chamados pelos moradores de "cracolândia".

De acordo com o vereador, o avanço do problema passou a ser uma crise de saúde pública e social, que precisa de medidas do poder público. “Hoje vemos pessoas destruindo a própria vida nas ruas, famílias sofrendo sem saber o que fazer e comerciantes convivendo diariamente com insegurança, furtos e degradação. Não podemos tratar isso como algo normal." pontou Salineiro.

O projeto estabelece que o tratamento deve priorizar atendimento ambulatorial, prevenção e reinserção social, mas também regulamenta a possibilidade de internação involuntária em casos específicos previstos na legislação federal, quando outras alternativas forem insuficientes.

A proposta determina que toda internação seja realizada apenas com autorização médica, em unidades de saúde ou hospitais gerais com equipes multidisciplinares, respeitando protocolos técnicos e garantias legais. O texto também prevê acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assistência social e elaboração de plano individual de atendimento para cada paciente.

Diante do agravamento da situação na cidade, o vereador busca apoio para colocar projeto em pauta com urgência. "A população cobra solução e o poder público precisa agir. Muitas famílias pedem ajuda porque não conseguem mais lidar sozinhas com situações extremas. Precisamos ter coragem de enfrentar esse debate sem hipocrisia”, enfatiza Salineiro.

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