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PRF é condenado a 23 anos de prisão
Quinta-feira, 30 Maio de 2019 - 18:40 | Redação
Vinte e três anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Esta foi a condenação do policial rodoviário federal Ricardo Hyn Su Moon, de 49 anos, pelo assassinato do empresário Adriano Correia do Nascimento, de 33, e pela tentativa de homicídio contra Vinícius Cauã Ortiz Simões e Agnaldo Espinosa da Silva, de 51.O crime foi cometido na manhã de 31 de dezembro de 2016 durante uma briga de trânsito na região Central de Campo Grande.
O julgamento realizado no plenário do jurí, no Fórum de Campo Grande, nesta quinta-feira, 30 de Maio, durou o dia todo. Colegas de trabalho de Moon compareceram vestindo camisetas azuis e atendendo determinação judicial não fizeram manifestações. Familiares das vítimas também estavam presentes.
Moon estava respondendo ao processo em liberdade e durante depoimento reiterou ter agido em legítima defesa. Os jurados, contudo, por maioria de votos decidiram pela condenação do réu por homicídio qualificado e dupla tentativa de homicídio. Inicialmente, a sentença será cumprida em regime fechado. A defesa dele vai recorrer.
Moon e Adriano discutiram após a vítima, que dirigia uma caminhonete, “fechar” o carro do policial na Avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto. Moon abordou as vítimas, descendo do veículo, identificando-se como policial e chamou reforço. As vítimas desceram do carro e solicitaram que o acusado mostrasse sua identificação visto que, pela vestimenta que trajava, não era possível saber se era mesmo policial rodoviário federal.
Diante da recusa do réu, eles retornaram ao carro e Adriano ligou a camionete iniciando manobra para desviar do veículo do réu, que estava impedindo sua passagem. Quando iniciou o deslocamento, o policial efetuou disparos na direção do carro, que se chocou com um poste de iluminação.
O PRF alega que somente atirou porque a caminhonete avançou contra ele. Já a acusação diz que Adriano levou um tiro e depois acelerou o veículo. Contudo, depoimento de testemunha apontou que os três primeiros tiros não acertaram Adriano.
Ainda durante a audiência, o advogado de Moon, Renê Siufi, apontou que Adriano tinha passagens pela polícia, que estava dirigindo embriagado e que “não tinha limites”. A defesa também tentou desqualificar relatos de testemunhas que disseram ter visto o policial apontando a arma para a vítima. Segundo o advogado, o policial teria, na verdade, pego o celular e não uma arma. “Vamos deixar pessoas morrerem atropeladas ou vamos prestigiar a polícia. Ficar do lado dos infratores ou dos policiais”, disse o advogado.
O júri foi presidido pela juíza Denize de Barros Dodero. Ela determinou a pena de 14 anos pelo assassinato de Adriano e quatro anos e oito meses para cada tentativa. A sentença é emr regime fechado. Contudo, Moon poderá recorrer em liberdade.
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