Geral
Presos do semiaberto que são do grupo de risco vão para regime domiciliar
Sexta-feira, 20 Março de 2020 - 14:25 | Redação
Temendo a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a partir desta sexta-feira (20) detentos que estão em regime semiaberto ou aberto e fazem parte do grupo de risco como idosos e doentes crônicos vão ser liberados para cumprir pena em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
A medida foi adotada por determinação da Justiça. Agora, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) de Mato Grosso do Sul está fazendo um levantamento de quantos presos devem passar pela 2ª Vara de Execução Penal para decisão. Só em Três Lagoas, segundo o levantamento, 231 presos vão ser liberados por 90 dias.
Na Capital, no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira de Regime Semiaberto, 28 detentos fazem parte do grupo de risco e vão colocar tornozeleira. Porém, os dados completos ainda vão ser fornecidos pela Agepen, conforme a assessoria de imprensa.
Visitas suspensas – Nesta quinta-feira (19), a Agepen já havia informado a suspenção das visitas de familiares até dia 07 de abril nos presídios de regimes fechado e semiaberto de Mato Grosso do Sul. As escoltas também estão suspensas, exceto em casos emergenciais de saúde ou com audiência marcada.
Dentre outras medidas tomadas estão a suspensão das atividades escolares, grupos e projetos educacionais dentro dos estabelecimentos penais. Além da assistência religiosa e ações das instituições cadastradas
Em casos de entrada de novos custodiados, todos passarão por triagem preliminar que em Campo Grande serão realizadas no Módulo de Saúde do Complexo Penitenciário. Já para o interior do estado, o procedimento acontecerá dentro do próprio setor de saúde da unidade penal. Em casos de suspeita, o preso receberá atendimento médico e será isolado da massa, se necessário.
Álcool em gel – Sobre a higienização no sistema penitenciário, a Agepen irá iniciar um projeto de fabricação de álcool em gel por detentos do Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” – presídio de Segurança Máxima da capital. O trabalho será acompanhado por técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Com apoio da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, representada pelo juiz Albino Coimbra Neto, foram liberados a quantia de R$ 25 mil do dinheiro arrecadado com o desconto de 10% da remuneração do trabalho dos presos.
Este valor também será destinado para a compra de materiais preventivos no combate à disseminação do novo coronavírus. A iniciativa visa atender unidades penais da capital, além de espaços administrados pela Agepen, como o Patronato Penitenciário e a Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual. Conforme o andamento dos trabalhos, os materiais também serão distribuídos aos estabelecimentos penais do interior.
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