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Prefeita avaliará relatório para decidir sobre intervenção no transporte

Problemas do setor foram reiterados durante audiência e farão parte de documento que será entregue à prefeita da Capital

Terça-feira, 02 Junho de 2026 - 18:50 | Redação


Prefeita avaliará relatório para decidir sobre intervenção no transporte

A Prefeitura de Campo Grande realizou nesta terça-feira (2) uma audiência pública para colher informações que ajudarão o poder público a decidir se intervém ou não no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público da Capital.

Usuários e vereadores apontaram problemas como atrasos, panes, falta de segurança, estrutura precária dos terminais de transbordo e até questões trabalhistas vieram à tona durante audiência realizada no Teatro Octávio Guizzo, em frente à prefeitura.

A procuradora-geral do Município e coordenadora da comissão, Cecília Rizkallah, destaca que a audiência integra o processo de análise do transporte coletivo e também foi realizada para garantir espaço para a participação dos usuários.

Prefeita avaliará relatório sobre ônibus
Audiência ouviu relatos sobre o transporte público (Foto: Luiz Alberto)

Agora, as informações levantadas durante a audiência serão levadas à prefeita Adriane Lopes em um relatório técnico que deve ser finalizado na próxima semana. "Caberá a ela (prefeita) que analisará os dados decidir sobre a situação", explicou Cecília.

A intervenção no transporte público de Campo Grande foi determinada pelo  juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, no âmbito de uma Ação Popular, em 17 de dezembro de 2025. Na ocasião, os motoristas dos ônibus estavam em greve em razão de atrasos nos pagamentos de salários.

Prefeita avaliará relatório sobre ônibus
 (Foto: Luiz Alberto)

O magistrado entendeu que há indícios claros de má prestação do serviço por parte do consórcio e omissão do poder público em adotar medidas previstas na Lei das Concessões.

Entre os principais problemas apontados na Ação Popular analisada pelo juiz estão: frota antiga e mal conservada, em desacordo com o contrato; descumprimento de obrigações contratuais, incluindo falhas em manutenção e seguros; irregularidades financeiras, como transferências de recursos sem transparência; entre outros.
 

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