Geral
Por conta de incêndio no Pantanal, tempo seco prevalece em MS até setembro
Defesa Civil relata que é um quadro que agrava a situação da pandemia devido à redução da qualidade do ar
Terça-feira, 07 Julho de 2020 - 18:19 | Marina Romualdo

Há uma semana vem acontecendo incêndio florestal no Paraguai-Mirim, região do Pantanal de Corumbá. Sendo assim, o período mais seco em Mato Grosso do Sul, iniciado em Julho, deverá apresentar um cenário crítico até o mês de Setembro, conforme o prognóstico climático divulgado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).
A tendência é a redução da umidade relativa do ar com valores diários que podem ficar abaixo de 30% em algumas regiões do Estado, com picos mínimos abaixo de 20%, acrescida de temperaturas elevadas e acima da média. Na verificação da Defesa Civil, relata que é um quadro que agrava a situação da pandemia devido à redução da qualidade do ar.
Segundo o coordenador da Defesa Civil do Estado, o coronel Fábio Catarinelli, "são indicadores que afetam diretamente a saúde da população, onde uma das consequências diretamente associada ao novo coronavírus, é uma questão respiratória, que piora à fumaça", explicou.
PMA faz alerta
Em nota, a Polícia Militar Ambiental (PMA) lançou um alerta para que as pessoas evitem uso do fogo, especialmente neste período de prolongada estiagem, informando que quase 100% dos incêndios registrados e que causam transtornos ambientais e à saúde são de origem humana e criminosos.
Neste período (1º de julho a 30 de setembro), os órgãos ambientais do Estado não expedem licenças para a queima controlada em Mato Grosso do Sul, estendendo-se até 31 de outubro no Pantanal. “Além disso – informa a PMA -, nenhum município autoriza realização de queima em perímetro urbano em qualquer período”.
Provoca incêndio em mata ou floresta pode gerar prisão em flagrante. A pena prevista é de dois a quatro anos de reclusão, além de o infrator ser autuado administrativamente e multado em R$ 1.000,00 por hectare ou fração, em área agropastoril ou vegetação não protegida por lei, e R$ 5.000,00 por hectare em vegetação protegida.
Fogo no Pantanal
Um dos maiores municípios do país, com 65 mil quilômetros de extensão, dos quais 70% de Pantanal, Corumbá lidera o ranking (69,7%) dos focos de calor, com 165 ocorrências somente nas últimas 24 horas. De janeiro a junho, foram 15.097 focos na região, enquanto em todo o Estado, foram registrados 21.652.
Há uma semana ocorre um grande incêndio na região do Paraguai-Mirim (Norte de Corumbá), próximo ao Rio Paraguai, que teria destruído cerca de dez mil hectares no entorno da escola rural Jatobazinho, que atende crianças e jovens ribeirinhos no sistema de internato. Cinco bombeiros de Corumbá, seis brigadistas e funcionários da escola combatem o fogo.
“A situação está sob controle no entorno da escola, que esteve ameaçada pelo fogo devido a rápida propagação causada pelo vento, mas as chamas avançam pela vegetação”, informou Ângelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro (IHP). “A escola foi protegida por aceiros abertos com uso de tratores e esteiras”, completou.
Empresa multada
Enquanto na região de Corumbá a PMA iniciou investigações para apurar as causas da queimada, a corporação militar autuou, por meio de denúncias, uma usina sucroenergética no município de Costa Rica devido a um incêndio ocorrido em uma área plantada de cana-de-açúcar, às margens da MS-135, na última semana de junho.
“O fogo era tão intenso que chegou a atingir a área urbana da cidade”, informou a PMA, que multou a empresa em R$ 294 mil. O fogo se originou na lavoura, conforme levantamento de campo, e destruiu 294 hectares de canavial. Segundo a PMA, a empresa alegou que o incêndio foi criminoso, porém não apresentou provas, bem como comprovação de licença ambiental para a queima controlada, proibida no período.
(Com informações do Portal do Governo de Mato Grosso do Sul)
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