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Policiais promovem 24 horas de paralisação
Sexta-feira, 31 Maio de 2019 - 11:45 | Redação
Policiais civis, militares, agentes penitenciários e associações que formam a União das Associações de Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul promovem 24 horas de mobilização contra as decisões do governo estadual em não atender aos pedidos de reajuste salarial e incorporação do abono para as categorias. Durante a manhã de hoje, os policiais civis se reuniram em frente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro como forma de protesto, enquanto os policiais militares inativos, que estão em folga e familiares deles se juntaram na sede do Comando Geral da Polícia Militar, para em seguida realizarem uma caminhada até a Governadoria.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), Giancarlo Miranda, o objetivo da paralisação é promover o diálogo com o Governo sobre as questões que envolve as demandas da categoria. Com as 24 horas de paralisação, os policiais civis atenderão apenas casos de prisões e delitos em flagrante. Giancarlo Miranda ainda falou sobre a promoção funcional que fez um ano e ainda não foi atendida. Cerca de 1.000 policiais estão no aguardo dela.
Para o presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul (AOFMS), Alírio Villasanti, além da discussão sobre 20% da perda salarial durante os últimos quatro anos para a Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado, a incorporação do abono e a reposição inflacionária dos últimos 12 meses, a categoria quer conversar também sobre as promoções não publicadas e as condições de trabalho. “Se você valorizar o profissional, você vai melhorar o empenho dos policiais e consequentemente será benéfico para a sociedade”, explicou. Segundo Villasanti, a operação padrão, isto é, a diminuição do atendimento por conta do movimento, também será realizada em outros municípios do Estado. Além disso, ele ressaltou a importância do Governo ter um diálogo com os servidores.
Participaram da caminhada até a Governadoria, além dos policiais civis e militares, agentes da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), bombeiros militares da Associação dos Praças da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Mato Grosso do Sul (Aspra/MS), entre outros. A caminhada até a Governadoria foi feita em conjunto por todos que participavam do movimento e ao chegarem as categorias cantaram o hino nacional. A Governadoria possuía uma barreira ao redor dela e policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul para segurança.
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