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Polícia procura líderes de invasão em fazenda

Sexta-feira, 02 Agosto de 2019 - 19:29 | Redação


Índios da etnia Kinikinauas invadiram a fazenda Água Branca no município de Aquidauana na madrugada de quinta-feira, 1 de agosto, mas tiveram que desocupar a área com a chegada de pelo menos 80 policiais. De acordo com o secretário de Segurança, Antonio Carlos Videira, a postura do governo de Mato Grosso do Sul é de “não mais permitir desordem no campo”.

Os invasores tomaram a fazenda e ameaçaram proprietários e funcionários. Ele atearam fogo na fazenda.  De acordo com o secretário de Segurança, os índios cometeram vários crimes entre eles o furto qualificado e crime ambiental. Dessa forma a Polícia Militar estava liberada para prender todos os indígenas caso eles não saíssem da propriedade.

Após horas de negociações com a Polícia Civil e Militar, os quase 100 índios que invadiram a fazenda Água Branca saíram da propriedade no início da noite de ontem. Segundo informações confirmadas pela Prefeitura de Aquidauana, era noite ainda quando os índios da etnia Kinikinauas chegaram à fazenda com documentos que diziam comprovar terem direito sob a terra.

Primeiramente, 40 policiais iniciaram a negociação. Mas foi necessária uma ordem de retirada, vinda de Brasília às 17h, e o reforço de mais 90 policiais militares, Corpo de Bombeiros e o uso de um helicóptero para eles desapropriarem o local. 

Outro lado -  Nos grupos de Whatsapp, lideranças indígenas da região estão se mobilizando em apoio ao movimento dos Kinikinauas. Chamam professores, acadêmicos, familiares e funcionários públicos indígenas para a luta. 

“Convido todos os guerreiros de luta, para que a gente possa mostrar aos ruralistas que o nosso povo tem direito! Se o Governo não o fizer, faremos nem que seja a preço do nosso sangue”, pontua um dos manifestantes no áudio. 

Existe a possibilidade da tentativa de invasão de mais duas fazendas da região, que estão às margens da rodovia. 

As terras da região invadida estão fora da área pretendida como Território indígena  Taunay/Ipegue, mas não há estudos que comprovem que as terras sejam indígenas. 

(Com informações do O Pantaneiro)

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