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Polícia identifica chefe de organização que escavou túnel para furtar banco

Sexta-feira, 03 Abril de 2020 - 14:14 | Redação


Depois de nove meses de investigações sobre o que seria um dos maiores furtos do país, além de compartilhamento de informações com a Polícia Civil de outros Estados e a Polícia Federal, o GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) constatou nesta semana que o “Velho”, como é conhecido um dos quatro líderes da organização que escavou um túnel de mais de 60 metros para ter acesso aos cofres do Núcleo de Valores (NUVAL) do Banco do Brasil, em Campo Grande, utilizou pelo menos 10 nomes falsos para cometer crimes e fugir da polícia.

Um dos nomes usados por “Velho” é Ermandes Pereira da Silva que a polícia acredita ser a identidade verdadeira do homem considerado um dos bandidos mais procurados do Brasil pela prática de roubo a banco.

Conforme as investigações, ele responde a mais de 80 processos em estados no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste e, inclusive, foi condenado a mais de 30 anos de prisão. No entanto, as penas foram prescritas.

Prisão -  “Velho” foi preso no dia 13 de março, durante a segunda fase da Operação Euphractu - nome científico de tatu -, em Marília (SP), quando policiais do Garras com o apoio do Ministério da Justiça (Secretária de Operações Integradas) em conjunto com à Operação Hórus , cumpriram quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, Santa Catariana, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Na ocasião, ele se identificou como Márcio Dorneles Mandes Junior.

Contra “Velho” ainda foi cumprido nesta semana um mandado de prisão expedido pela justiça de Catalão (GO).

Os 11 nomes usados pelo chefe da organização criminosa que foram identificados pelos investigadores do Garras são: 1 - Marcio Dorneles Mendes Junior; 2 - Ernande Pereira da Silva; 3 - Ermandes Pereira da Silva; 4 - Ernandes Pereira A Silva; 5 - Hernandes Pereira da Silva; 6 - Jose Abilio Xaster; 7 - Jose Abilio Xastre; 8 - Jose Ferreira da Silva; 9 - Jose Inacio de Sa Goncalves; 10 - Jose Wichester e 11 – Armando Cezario.

1ª Fase – Segundo as investigações que já duram nove meses, a quadrilha gastou cerca de R$ 1 milhão e envolveu mais de 25 criminosos para cavar um túnel de, aproximadamente, 60 metros de comprimento para furtar milhões de reais dos cofres do Núcleo de Valores (NUVAL), do Banco do Brasil.

No dia 22 de dezembro de 2019, quando foi deflagrada a primeira fase da operação, sete integrantes da organização criminosa foram presos e outros dois morreram em confronto com policiais do Garras.

A quadrilha era dividida em quatro núcleos, de acordo com os critérios de distribuição de tarefas e função ou de demanda de serviços. O primeiro, intitulado pela polícia de Núcleo Duro, era composto por quatro integrantes, entre eles o “Velho”, que idealizaram, financiaram e coordenaram a empreitada criminosa.

A maior parte do dinheiro usado foi roubada da agência do Banco do Brasil, na Av. Afonso Pena, com a Rua 13 de Maio, em maio de 2016, quando dois homens armados entraram no local usando crachás de funcionários e levaram malotes, totalizando, R$1,1 milhão.  O roubo a agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Av. Marechal Deodoro, no Bairro Aero Rancho, em julho de 2019, também ajudou a financiar a tentativa de furto milionária da organização. Na época, os criminosos roubaram R$230 mil.

Foragidos - Os demais membros da quadrilha ainda estão sendo procurados. 

Denúncias e/ou informações que possam levar a localização desses criminosos podem ser feitas para o GARRAS por ligação ou por mensagem de whatsapp para o número (67) 3357-9500.

 

 

 

 

 

 

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