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PF pediu inclusão de Palermo em lista vermelha da Interpol

Sexta-feira, 24 Abril de 2020 - 16:56 | Redação


Forças de segurança de Mato Grosso do Sul, em conjunto com a Polícia Federal (PF), estão à procura do narcotraficante Gerson Palermo, de 62 anos, foragido da justiça após romper a tornozeleira que usava e fugir, nesta quarta-feira (22), durante benefício de regime domiciliar. A PF solicitou a inclusão de Palermo na lista vermelha da Interpol e, segundo a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), ele está entre os criminosos mais procurados do país.

Em entrevista ao Diário Digital, o secretário estadual de segurança afirmou que a tornozeleira de Gerson foi instalada às 11 horas de quarta-feira, mas às 20h03 o sistema de monitoramento indicou a fuga. Algo que para Antônio Carlos Videira demostra que o criminoso tinha pressa para fugir, pois sabia que a decisão do benefício seria revogada pela justiça. “Desde o momento em que foi verificado o rompimento da tornozeleira, nós acionamos todos os órgãos de segurança e também as agências de inteligência de outros estados e dos países vizinhos, justamente com o objetivo de tentar recapturar esse traficante considerado de alta periculosidade”.

Gerson Palermo cumpria pena desde 2017 no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Ele foi condenado a mais de 100 anos de prisão acusado de tráfico internacional de drogas e ligação com facções criminosas que atuam no Brasil e Paraguai. Gerson também é acusado de sequestrar um avião em 2000 e roubar R$ 5 milhões.

Palermo foi beneficiado por liminar do desembargador Divoncir Scheirener Maran, durante o plantão do judiciário no feriado de Tiradentes que considerou alegação da defesa de que ele tem mais de 60 anos, sofre de diabetes e hipertensão, sendo do grupo de risco para contrair a covid-19 no cárcere.

No dia seguinte, outro desembargador reverteu a liminar e mandou o traficante voltar para a prisão. Ao revogar a conversão da prisão em domiciliar, o magistrado disse que Palermo é considerado de “alta periculosidade”, e também não há laudo pericial médico atestando as enfermidades.  Porém, cerca de oito horas após colocar a tornozeleira, já era tarde, Palermo havia fugido.

Conforme a Sejusp, atualmente Mato Grosso do Sul tem mais de 2 mil presos fazendo uso de tornozeleira eletrônica. Uma ferramenta que minimiza custos e superlotação carcerária.  “É uma maneira inteligente de você desafogar o sistema penitenciário, reduzindo custos. Só os presos do tráfico no estado somam mais de 11 milhões gastos por mês. Uma economia revertida nas ações de ressocialização e segurança pública”, afirmou Videira. Porém, o secretário pontuou que a concessão do benefício ao preso deve ser analisada com cautela.

“A concessão deve ser feita mediante um crivo intenso, não se pode conceder o benefício de qualquer forma e a próprio recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) diz que o benefício não deve ser aplicado a presos com altas penas”.

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