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Pesquisa Ciêntifica de Campo Grande analisa "Fake News" e ética

Sexta-feira, 19 Junho de 2020 - 19:19 | Redação


Em tempos de pandemia da Covid-19, a desiformação se multiplica e, acaba provocando muitos problemas sociais, ocasionando ações e reações que não condizem com a necessidade das pessoas frente ao vírus, pois são diversos suposições que não são verdades e que podem acabar mal.

Além da desinformação, uma das questões que preocupam os profissionais da imprensa, são as medidas que os jornalistas colaboram ou sofrem as consequências do processo de desvalorização do conteúdo informacional e da própria função social , colocando em dúvida sua conduta ética. Sendo assim, considera-se que o erro jornalístico dialoga com aspecto da ética, técnica e na qualidade da informação que ocorre a todo momento e até mesmo durante a circulação das notícias.

Por essas e outras abordagens relacionadas ao fake news e a importância da ética, surgiu a pesquisa de Iniciação Científica "Erro jornalístico, desinformação e ética: o olhar dos futuros comunicadores" com os alunos dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, Campo Grande, sob a coordenação da professora especializada em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), Dra. Elisangela Rodrigue da Costa. 

Segundo a docente, a pesquisa tem como intuito compreender a importância e a necessidade social de identificar, apurar e destinguir o erro jornalístico da desinformação e sobre a responsabilidade que precisam assumir neste processo. "A investigação teve inicio em Agosto de 2019, encontra-se em fase metodológica de análise e interpretação dos dados e conteúdos de questionários e entrevistas feitas com universitários dos referidos cursos. As questões elencadas procuram identificar-se os acadêmicos possuem de fato a percepção das consequências da desinformação, assim como a consideração da necessidade da correçao de possiveis erros, como necessidade de uma atitude ética e cidadã".

"Sou crítica do termo 'fake news', o ideal é a desinformação, porque como jornalista, é um contrassenso. Pois, se pensarmos na tradução do termo em português, significa 'notícia falsa' e, se algo é notícia, pressupõe que seja uma informação elaborada dentro dos padrões éticos e de credibilidade do jornalismo. E, se algo falso não pode e não deve ser chamado de notícia", destacou Elisangela.

Além disso, em Outubro de 2019, a professora apresentou a proposta da pesquisa no "1° Congresso de Ensino: Comunicações, Informações e Artes" da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Os estudantes que integram a equipe de pesquisa são: Felipe Jara e Diego Marques (Publicidade e Propaganda); Carlos Guilherme Ferreira e Adjairo Arruda (Jornalismo). 

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