• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Perícia mantém buscas em casa de Graziela

Quarta-feira, 20 Maio de 2020 - 16:44 | Redação


Oitivas de testemunhas, diligências, prisão, interrogatórios, cães farejadores, mas 45 dias do desaparecimento de Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, se passaram sem que a DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) finalize as investigações. Nesta segunda-feira (18), o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, prorrogou a prisão temporária do esposo apontado como principal suspeito, Rômulo Rodrigues Dias, 33 anos.

Hoje pela manhã, a Perícia esteve na residência do casal, no Bairro Joquéi Clube, em Campo Grande, e deve retornar nesta noite para aplicação de luminol – substância usada pela polícia para detectar vestígios de sangue.

Desde que o sumiço de Graziela foi denunciado a DEH, na terça-feira, 7 de abril, por amigas dela, a polícia tem trabalhado continuamente para encontrar a estudante de enfermagem. Ela não tem parentes em Campo Grande e morava com o marido Rômulo que também era colega de curso e trabalhava na mesma empresa de “Grazi”, como é conhecida.

Sem um corpo, mas também sem notícias do paradeiro da mulher, a polícia continua a investigar o caso utilizando todos os recursos possíveis. Durante a manhã desta quarta-feira (20), investigadores, a Perícia e três cães farejadores do Corpo de Bombeiros estiveram no imóvel do casal em busca de vestígios.  Porém, não há confirmação se alguma prova foi localizada e o trabalho de busca na residência vai continuar.

A suspeita de que Rômulo estaria envolvido no desaparecimento foi levantada logo no início pelas amigas que estranharam o fato do próprio companheiro dela não procurar a polícia para contar que não tinha notícias da esposa há dois dias. Com medo, elas passaram a não comentar mais sobre o caso. No dia 19 de abril, Rômulo foi preso por investigadores da DEH após o delegado responsável pedir sua prisão temporária, por 30 dias.

Conforme apurado pelo Diário Digital, o suspeito apresentou diferentes versões a polícia sobre quais teriam sido os últimos passos de Graziela e o motivo da suposta “separação” do casal. Rômulo nega que tenha qualquer envolvimento com o sumiço da esposa.

Entenda o caso - De acordo com o boletim de ocorrência do desaparecimento registrado pelas amigas, a última visualização de Graziela no aplicativo WhatsApp foi às 11h45 do domingo, 5 de abril.  Na terça-feira (07), ela não compareceu para entrega de trabalho acadêmico. Na sequência, as amigas foram até a residência dela e Rômulo informou que a esposa tinha viajado, mas não sabia para onde. A polícia, o marido contou outra versão.

Em seu primeiro depoimento, ele afirmou que a companheira teria saído de casa e abandonado todas as suas coisas para trás por vergonha, após ter descoberto um suposto caso extraconjugal dela com uma mulher.  Porém, mudou sua versão ao ser ouvido novamente.

Ele relatou que no dia 5 de abril foi ao Balneário Atlântico, na saída para Três Lagoas, onde o casal tem um loteamento e está construindo uma casa. Segundo o suspeito, ele e Graziela teriam discutido no local e depois o técnico em enfermagem não viu mais a esposa.

O que chamou atenção da polícia, é que no dia seguinte, 6 de abril, mesmo sem notícias da esposa, ele foi até a empresa deixar as coisas de Graziela e avisar que ela não iria trabalhar. Rômulo não procurou a delegacia, familiares ou amigas da mulher.

Denúncia -  A polícia pede para quem tiver informações sobre o desaparecimento de Graziela Rubiano mandar WhatsApp para o telefone (67) 99238-4923.

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