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Pedreiro confessa sexto assassinato

Sábado, 16 Maio de 2020 - 08:38 | Redação


A polícia encontrou o corpo de Claudionor Longo Xavier que estava desaparecido desde Abril de 2019. Ele é a sexta vítima do pedreiro Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, que está preso, apontado como autor de vários assassinatos, em Campo Grande. As escavações foram realizadas na noite desta sexta-feira, 15 de Maio, em área no Portal Panamá.

O local dos restos mortais de Claudionor foi revelado pelo próprio autor do crime. Desde que foi preso pelo assassinato de José Leonel, 61 anos, a quem matou para ficar com a casa da vítima, na Vila Nasser, o pedreiro Cleber vem confessando os homicídio e levando a polícia ao local do sepultamento dos corpos.

O mais recente cadáver encontrado, o de Claudionor, foi precedido de um relato de morte brutal feito por Cleber. O pedreiro revelou ter assassinado a vítima a pauladas e ficado com a motocicleta de Claudionor, a qual vendeu pela internet.

Cleber conheceu a vítima ao prestar serviços na chácara onde ela trabalhava. Os dois teriam feito negócios juntos e depois se desentendido por causa de dinheiro, o que motivou o assassinato. Quando desapareceu, Claudionor tinha 47 anos.

Na tarde de sexta-feira, a polícia já havia encontrado outros quatro corpos em locais indicados por Cleber, elevando, até então, para cinco o número de assassinatos confessados pelo pedreiro.

Crime em família - Cleber foi descoberto pelo seu crime mais recente, o assassinato e ocultação de cadáver do comerciante José Leonel, 61 anos.  Quando teve a prisão preventiva decretada junto com a filha Yasmin Natacha Souza de Carvalho, 19 anos, que está presa. Cleber era considerado foragido desde então, mas acabou preso na madrugada de sexta-feira, 15 de Maio. 

A vítima estava desaparecida e familiares acionaram a polícia, no dia 7 de Maio,  após encontrarem pessoas desconhecida morando na residência.  Yasmin relatou à Polícia Civil que José Leonel foi morto em casa, no dia 2 de maio, na Vila Nasser, golpeado na nuca com haste de ferro. Após matar a vítima, a família se apossou da casa e passou a morar no imóvel.

Corpos - Desaparecido desde 26 de novembro de 2016, o corpo do idoso Hélio Taíra, 73 anos, foi localizado em uma casa na Vila Planalto, próximo a lavanderia, em uma parte concretada, a aproximadamente 50 centímetros de profundidade. Conforme as investigações, o idoso havia sido contratado por Cleber para capinar um lote. O suspeito alega que houve uma discussão e ele matou Hélio com um golpe na cabeça e o enterrou na residência onde estava fazendo uma obra. A família que mora no imóvel não tem ligação com os fatos.

Em seguida, a polícia foi até uma casa na Rua Corredor Público, no Bairro Alto Sumaré, onde o suspeito indicou estar o corpo da pessoa que teria sido sua primeira vítima, o próprio primo dele, Flávio Pereira Cece, 34 anos, morto em 2015. O motivo do assassinato, de acordo com o delegado Carlos Delano, titular da DEH, responsável pelo trabalho de investigação, foi o interesse do pedreiro em tomar o terreno que era do primo.

O imóvel fica aos fundos da casa onde moram familiares de Cleber. Na época, Flávio morava em um barraco e eles construíram um muro para separar o terreno, mas houve uma discordância entre o tamanho da limitação do espaço, o que terminou com o homicídio do primo.  O pedreiro se apossou do terreno e vendeu a outra pessoa por R$50 mil, dizendo a todos que a vítima tinha arrumado uma namorada e mudou de cidade.

O morador atual do lote, de 53 anos, acompanhou o trabalho dos policiais em choque. Foi preciso uma marreta para quebrar um quarto na lateral da casa, onde estavam os restos mortais da vítima. “Jamais imaginei uma coisa dessas, quem iria pensar que está dormindo embaixo de um cemitério”, lamentou o proprietário que foi enganado por Cleber.

A polícia encontrou também os restos mortais de José de Jesus de Souza, 44 anos, no Bairro Sírio Libanês e Roberto Geraldo Clariano, 50 anos, no Bairro Santo Amaro. Ambos foram mortos por Cleber que indicou a localização dos cadáveres.

(Com reportagem de Ana Lívia Tavares)

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