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Passageiros reclamam da sujeira
Terça-feira, 31 Março de 2020 - 10:20 | Redação
Com frota reduzida transporte público voltou a funcionar em Campo Grande para atender os trabalhadores de segmentos considerados essenciais. Inicialmente o serviço estava disponível apenas para profissionais da saúde. A partir de hoje passou a atender trabalhadores de supermercados, farmácias, construção civil, padarias, postos de combustível e lojas de materiais de construção que são setores liberados.
E mesmo com o número de passageiros reduzido, a espera é a mesma dos dias normais. Por mais de duas horas, quem está autorizado a circular de ônibus sente medo de contrair o covid-19. Os que precisam trabalhar relatam que a maior dificuldade tem sido a longa espera.
Uma enfermeira que prefere não se identificar traduz esse receio. “Tenho medo, precisamos trabalhar e dependo do ônibus. Minha família fica em casa se cuidando o máximo que podem e eu estou na linha frente e ainda utilizando o coletivo correndo risco de pegar e transmitir o vírus é complicada a nossa situação”, lamenta.
Muitas pessoas reclamam da falta de higienização do coletivo. “O ônibus está imundo, cheio de terra e papel, nem parece que foi higienizado. Além de trabalhar em um hospital corro risco de ser infectado no ônibus é lamentável, o Consórcio Guaicurus não está preocupado com nós trabalhadores”, afirma técnico de enfermagem que também preferiu não se identificar.
De acordo com a prefeitura de Campo Grande São 10 linhas que saem do bairro e vão para a Praça Ary Coelho e de lá parte ônibus que passam por hospitais como Santa Casa, Cassems e Unimed. Haverá circulação das 5h às 8h, das 9h50min às 13h, das 15h50min às 20h30min.
Só poderão embarcar trabalhadores caracterizados com crachás ou uniformes. Contudo, os motoristas foram orientados a confiar na honestidade e boa-fé das pessoas nos casos de quem trabalha em mercearias e comércios pequenos de bairros, que não contam com esse tipo de identificação funcional.
Centro
Movimento no Centro da Capital está voltando ao poucos. Com mercados, farmácias e bancos abertos, a população começa a sair de casa. É possível ver que o fluxo de veículos tem aumentado dia após dia, mesmo com o decreto de quarentena ainda em vigor. A Prefeitura faz estudo técnico e vai flexibilizar aos poucos a abertura.
Logo pela manhã nossa reportagem flagrou um casal de idosos saindo do banco. Em seguida eles foram até a lotérica, local com possibilidade de aglomeração propício para transmissão do novo coronavírus. Questionados, ambos disseram que foram depositar um dinheiro e pagar conta. O casal afirmou não ter outra alternativa porque não tem ninguém que possa fazer o serviço para eles.
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