• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Name e mais quatro enfrentam audiência por homicídio

Sexta-feira, 28 Fevereiro de 2020 - 16:52 | Redação


Estão marcadas para os dias 2 e 3 de março, as audiências sobre a execução de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, filho do capitão da PM Paulo Roberto Xavier. Cinco dos sete réus, presos na Operação Omertà, que foram acusados de participação na morte do jovem vão prestar depoimento por videoconferência, após as testemunhas de acusação e defesa serem ouvidas.  Segundo a assessoria do Fórum de Campo Grande, as audiências serão realizadas no Plenário do Tribunal do Júri.

Além de Jamil Name e Jamil Name Filho, são acusados na ação criminal o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o “Vlad”, o ex-guarda municipal Marcelo Rios e o policial civil Márcio Cavalcanti da Silva. Que estão presos na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Outro acusado que irá acompanhar a audiência por videoconferência é o técnico em informática Eurico dos Santos Mota, preso em Coxim (MS).  Dois réus ainda estão foragidos, José Moreira Freires, o “Zezinho” e Juanil Miranda Lima.

Nas duas audiências foram arroladas 13 testemunhas. O Ministério Público Estadual (MPE), com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a Polícia Civil montaram uma força tarefa para investigar a organização criminosa e grupo de extermínio que seria comandado pela família Name.

Caso Matheus - O estudante Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, foi morto no dia 9 de abril do ano passado, com tiros de fuzil AK-47, no bairro Jardim Bela Vista, em Campo Grande, quando manobrava a caminhonete do pai, o ex-capitão da Polícia Militar, Paulo Roberto Xavier.

Segundo relatório do Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros (Garras), o homicídio foi por engano, já que o verdadeiro alvo da organização criminosa era o pai da vítima.

O inquérito pela morte do estudante foi encaminhado a 2ª Vara do Tribunal de Justiça, em dezembro.

De acordo com as investigações, Paulo Xavier seria morto “por estar envolvido numa negociação de uma fazenda, tendo pego o dinheiro e sumido com ele", ou uma "possível mudança de lado de Paulo que passou a ajudar o advogado Antônio Augusto, distanciando-se dos NAMES”.

Nos autos, os delegados explicam que  cada um dos acusados desempenhou um papel no assassinato do jovem Matheus Xavier. Jamil Name e Jamil Name Filho teriam sido os mandantes e determinaram que o guarda municipal Marcelo Rios contratasse os pistoleiros para execução de Paulo Xavier, fornecendo aos executores o veículo e armamento para o crime. José Freires e Juanil Miranda foram os responsáveis pela execução e Eurico colaborou para localização da vítima e contratou um hacker para obter a localização em tempo real de Paulo Xavier.

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