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Mulheres pedem mais segurança no bairro onde jovem foi morta

Sensação é de medo no bairro onde a jovem Carla Magalhães de 25 anos foi sequestrada e morta

Segunda-feira, 06 Julho de 2020 - 17:50 | Marina Romualdo


Mulheres pedem mais segurança no bairro onde jovem foi morta
Foto: Marco Miatelo

No Bairro Tiradentes, em Campo Grande, onde a jovem Carla Santana Magalhães, de 25 anos de idade, foi encontrada morta dias após ser sequestrada nas proximidades de casa, as mulheres pedem mais segurança. O clima é de medo. Diante da reportagem, eles preferiram o anonimato.

A empregada doméstica, de 59 anos, que não quis se identificar, comentou que há 40 anos mora no bairro e nunca presenciou algo dessa brutalidade. "O Tiradentes, é um bairro tranquilo. Porém, desde dia em que aconteceu essa violência, eu estou com medo e fico cuidando todos que estão ao meu redor. Eu vou e volto do trabalho a pé e sempre fico cuidando para saber quem está atrás de mim. Evito andar à noite."

Uma artesã, de 26 anos, relatou que o bairro precisa de mais segurança. "Os policiais precisam se preocupar mais violências como essas. Eu sou mulher, tenho uma filha e meu medo é em dobro, sempre fico atenta. Durante o assassinato de Carla, foram feitos relatos de carros que poderiam ser perigosos, agora quando vejo algum carro parecido com os que foram divulgados e que não é do bairro, fico com medo. Além disso, estou evitando o que eu posso para não sair de casa à noite."

A comerciante do bairro, que também não quis se identificar, afirmou que conhecia Carla mas não era próxima. "Mesmo tendo o posto da Guarda Municipal aqui perto, a população precisa de mais policiamento. Depois que aconteceu essa brutalidade, não vejo nenhum policial por aqui, parece que nada aconteceu", cobra a mulher.

"Antes do acontecido, a Lagoa Itatiaia — situada no município de Campo Grande, localizada no bairro Jardim Itatiaia —, era movimentada. A população vinha caminhar, passear com os animais, depois do que aconteceu, não tem ninguém. Todos estão com medo, ninguém sabe informar o que realmente aconteceu, qual é a verdade, então, é um sentindo de medo, dúvida. Eu tenho uma filha e isso me preocupa, eu não deixo ela mais sozinha para nada e, faço de tudo para estar fechando o estabelecimento mais cedo para evitar coisas como essas", relatou a comerciante.

Outra moradora do bairro Tiradentes, destacou também que é uma situação preocupante. "Por ser mulher, já tínhamos que ter mais cuidado durante o sair de casa. Agora, a preocupação dobrou e sempre fico atenta por onde passo", contou.

O sequestro - Carla estava desaparecida desde 30 de Junho quando foi sequestrada perto de casa. A mãe ouviu os gritos por socorro da filha, mas quando chegou restavam apenas a máscara, o telefone celular e os chinelos da jovem no chão.

Desde então, a moça era procurada. Na sexta-feira passada, o corpo de Carla foi encontrado em frente à conveniência a poucos metros de casa. Ela estava nua e com marcas de facadas no pescoço.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Homicídios, a DEH. O andamento das apurações é mantido em sigilo. Não há informações sobre prisão de suspeitos até o momento.

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