• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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MS apresenta índices de obesidade infantil estáveis

Apesar de estabilidade, SES reforça medidas de prevenção

Segunda-feira, 08 Junho de 2026 - 15:36 | Redação


MS apresenta índices de obesidade infantil estáveis
Dados matém percentual entre 2021 a 2025. (Foto: Reprodução/GovBR)

Na última quarta-feira (3), o Dia da Concientização contra Obesidade Infantil colocou em pauta um problema que impacta a saúde e o desenvolvimento de crianças em todo o Brazil. Associada a aspectos como alimentação inadequada, diminuição de atividade física e aumento dos comportamentos sedentários, a obesidade infantil aumenta as chances de doenças crônicas, como diabtes e hipertensão, podendo também comprometer a qualidade de vida. Em Mato Grosso do Sul, os índices diante desse desafio se encontram estabilizados.

Corforme dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), referentes às crianças acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde em Mato Grosso do Sul, os índices de obesidade entre crianças de 0 a 5 anos permaneceram estáveis entre 2021 e 2025, com média de 4,92% no período. Em 2021, o percentual foi de 5,90%; em 2022, 4,75%; em 2023, 4,67%; em 2024, 4,50%; e em 2025, 4,77%.

Já entre as crianças de 5 a 10 anos, também foi registrada uma estabilidade,  com discreta redução no percentual de obesidade, que passou de 9,49% em 2021 para 9,04% em 2025. A obesidade grave na mesma faixa etária também apresentou queda, passando de 5,76% para 5,37% no período. Apesar dos índices regulares, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) destaca a importância da prevenção e do acompanhamento precoce como metódos essenciais para assegurar a saúde infantil.

Prevenção e acompanhamento- O primeiro passo para identificar e previnir é realizar o acompanhamento regular do crescimento e do desenvolvimento nas unidades básicas de saúde. Os profissionais conseguem identificar o estudo nutricional da criança e monitorar possíveis alterações durante o tempo a realizar uma avaliação simples de antrmétrica.

As informações são fichadas na Caderneta da Criança e permitem acompanhar a curva de crescimento, forma de detectar precocemente situações de sobrepeso e obesidade. Quando identificadas alterações, as equipes de saúde podem iniciar orientações e intervenções adequadas para cada caso.

O gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, afirma que a participação da família nesse processo é fundamental. "Quanto mais cedo ocorre essa identificação, maiores são as possibilidades de promover mudanças que favoreçam a saúde da criança”, esclarece.

O cuidado contra a obesidade infantil começa nos primeiros anos de vida. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos recomenda que não deêm alimentos com açúcar nessa faixa etária. Além disso, o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado, de forma complementar, até os dois anos ou mais, é reconhecido como importante fator de proteção.

Anderson Holsbach ainda apresenta como os hábitos alimentares desenvolvidos dentro de casa têm influência sobre as escolhas das crianças. “A criança aprende observando. Quando a família consome frutas, verduras e legumes regularmente, prepara as refeições em casa e valoriza os alimentos in natura, ela contribui para a formação de hábitos mais saudáveis" pontua.

Além dos hábitos alimentares, o gerente apresenta um cenário que contribui com o aumento de obesidade infantil. Com o fácil acesso a alimentos superprocessados mais a adição de tempo dedicado às telas, esse cenário se fortalece cada vez mais. "São fatores que compõem o chamado ambiente obesogênico, que favorece o desenvolvimento da obesidade”, destaca Holsbach.

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