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Mostra do Coletivo Enegrecer segue aberta até o fim de junho na FCMS
“Entre Completudes e Efemeridades” reúne artistas e obras produzidas por crianças da Comunidade Quilombola Chácara Buriti
Segunda-feira, 15 Junho de 2026 - 08:58 | Sandra Salvatierre

A exposição “Entre Completudes e Efemeridades”, realizada pelo Coletivo Enegrecer, segue aberta para visitação gratuita até o dia 30 de junho no Arquivo Público Estadual, localizado no segundo andar da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em Campo Grande.
A mostra reúne obras de artistas contemporâneos negros, pardos e indígenas, além de trabalhos produzidos por crianças da Comunidade Quilombola Chácara Buriti durante oficinas de pintura e colagem promovidas pelo projeto. Escolas interessadas em realizar visitas guiadas podem fazer o agendamento pelo telefone (67) 99243-1669, com Erika Pedraza.
Com curadoria de Auriellen Leonel, Thalita Valiente e Erika Pedraza, a exposição propõe reflexões sobre memória, materialidade e percepção, explorando diferentes linguagens da arte contemporânea por meio de suportes alternativos e da ressignificação de objetos e elementos do cotidiano.
“As exposições não permeiam apenas pautas raciais. Os artistas também estão pesquisando, experimentando materiais e suportes, criando novas possibilidades sem perder a essência de suas trajetórias”, explica Auriellen Leonel. Segundo a curadora, a proposta é estimular novos olhares sobre aquilo que muitas vezes passa despercebido. “A expectativa é que o público consiga olhar para as materialidades sob outra perspectiva, ressignificando o que antes parecia banal em algo que produza sentido”.
Nesta edição, o Coletivo Enegrecer amplia seu campo de atuação ao incorporar artistas indígenas, fortalecendo o diálogo entre diferentes identidades, territórios e experiências presentes na produção artística contemporânea de Mato Grosso do Sul.
Participam da exposição, além das curadoras, os artistas Danillo Carvalho, Damata, Lumar, Meio Trash, Miguel Ferrez, Natalia Maisha, Renan Rogerio, San Martinez, Victor Macaulay, William Naipe e Yasmin Alexandra.
Outro destaque da mostra são as obras produzidas por crianças da Comunidade Quilombola Chácara Buriti, resultado das oficinas artísticas desenvolvidas pelo coletivo. Os trabalhos integram o espaço expositivo como parte central da proposta, colocando os jovens participantes em posição de protagonismo.
“A gente traz as crianças como artistas da exposição. Elas não estão ali como espectadoras, mas como parte do projeto, ocupando esse espaço com suas produções”, afirma Erika Pedraza, idealizadora do projeto.
Para a artista, o reconhecimento fortalece a autoestima e o sentimento de pertencimento dos participantes. “Quando elas se veem nesse lugar, sendo reconhecidas, isso fortalece. A arte também é uma ferramenta para que essas crianças cresçam com mais consciência, força e pertencimento”.
Ao transformar materiais cotidianos, memórias e experiências em potência criativa, “Entre Completudes e Efemeridades” convida o público a refletir sobre permanência, transformação e os significados atribuídos às vivências e aos objetos que compõem o cotidiano.
O projeto conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), com execução da Prefeitura de Campo Grande, via Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
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