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122 anos de Campo Grande

Moradores de rua, falta de acesso a espetáculos e pouco desenvolvimento prejudicam capital sul-mato-grossense

Apesar de acolhedora, Campo Grande ainda pode evoluir muito mais, segundo entrevistados

Região central de Campo Grande ( Foto: Luciano Muta)

Próximo de completar 122 anos, o município de Campo Grande ainda se mostra lento no desenvolvimento diante da população que tem, essa é a análise dos entrevistados pela reportagem do Diário Digital. De acordo com os entrevistados, embora Campo Grande seja considerada um lugar tranquilo e acolhedor, o município ainda pode evoluir muito mais.

Juliene Santos, de 30 anos, que trabalha como cabeleireira em um salão no centro de Campo Grande, é natural da cidade, e diz que já pensou em se mudar, porém percebeu que a Capital apresenta, hoje, o conforto que ela busca para sua vida.

Juliene Santos (Foto Luciano Muta)

“Eu fui para São Paulo porque eu iria morar lá, mas eu já me acostumei muito com Campo Grande, para mudar, acho que não iria me adaptar com outra cidade. As atitudes das pessoas são bem diferentes, o preço das coisas aqui é muito mais em conta. Lá as pessoas são todas fechadas, não dão nem ‘bom dia’ e lá os valores das coisas são altos demais. Campo Grande sem dúvidas é bem melhor.”, afirma.

Apesar de gostar da cidade Morena, Juliene Santos acredita que a cidade ainda precisa de muitas melhorias para crescer. “Acredito que deveria ter mais policiamento na cidade, poderiam aumentar os banheiros públicos na região central. O que mais estraga Campo Grande são os moradores de rua, além de eles estarem abandonados aqui, eles trazem insegurança para a população, tem que tirar eles da rua”, ressalta.

Guilherme Saravy de 21 anos, consultor de vendas, natural de Santos em São Paulo, mora em Campo Grande faz 10 anos.

“Eu acho que Campo Grande é uma cidade com muito potencial, porém como é a Capital ela tem o espírito de interior, acredito que ainda tem muita coisa para evoluir aqui. Assim como tem muito espaço geográfico, ele não é aproveitado, apesar da arborização que não encontramos em outras cidades, a gente sabe que tem muita coisa para mudar e desenvolver ainda”, observa.

Guilherme Saravy (Foto: Luciano Muta)

Guilherme diz gostar da cidade, porém que tem uma visão de futuro em outra cidade. “Não pretendo voltar para Santos, mas também não pretendo ficar aqui. Por enquanto eu trabalho como consultor, mas eu sou ator, eu sempre trabalhei com arte. Aqui em Mato Grosso do Sul em si, nós artistas não temos recursos e nem incentivos nenhum. As pessoas aqui não têm acesso a teatros, não tem acesso a espetáculos, então quanto menos tem, menos conhecem e menos querem ter”, salienta.

Desde 1981 em Campo Grande, Jurandir Nicoleite de 59 anos, aposentado, é natural de São Paulo, e segundo ele apesar de deixar a deseja, a cidade lhe atrai. “Eu gosto muito daqui, não é atoa que eu moro aqui há tantos anos. Aqui é uma cidade muito tranquila, quieta e boa de morar”, disse, acrescentando que para melhorar a cidade também é preciso "melhorar o transporte público e olhar para o dia a dia desses moradores de rua, eles almoçam na rua e quando almoçam, ficam jogados aqui sem estrutura nenhuma”, ressalta o aposentado.

Jurandir Nicoleite (Foto: Luciano Muta)
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