• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

Geral

Milícia teria praticado execuções a tiros de fuzil

Sexta-feira, 27 Setembro de 2019 - 17:53 | Redação


As pessoas presas na Operação Policial Omertá, do Gaeco, estariam ligadas a crimes de execução investigados pela Polícia Civil. Todos os assassinatos foram praticados, em Campo Grande, com uso de armamento pesado.

Foram mortos a tiros de fuzil o policial reformado Ilson Martins de Figueiredo (então chefe da segurança da Assembleia Legislativa), Orlando da Silva Fernandes (ex-segurança do narcotraficante Jorge Rafaat) e o acadêmico de Direito Matheus Xavier (morto a tiros no lugar do pai, um policial que seria o verdadeiro alvo da execução).

A última execução foi a do jovem Matheus Xavier. A vítima foi atingida por sete tiros de fuzil AK 762 na noite de 9 de Abril de 2019. Ele saía da garagem de casa com a caminhonete do pai no Bairro Bela Vista e foi confundido pelos bandidos.

O fuzil foi o mesmo usado nas execuções do ex-policial Militar Ilson Martins Figueiredo de 62 anos, no dia 11 de junho de 2018, na Avenida Guaicurus. Orlando da Silva Fernandes de 41 anos conhecido como “Bomba”, também foi executado com tiros de fuzil AK 762 , no dia 26 de outubro de 2018, em Campo Grande.

Presos – A Operação Omertá prendeu o empresário Jamil Name, o filho dele Jamil Name Filho, quatro policiais civis, quatro guardas municipais, um policial federal aposentado e cinco funcionários de Jamil Name. Eles prestam depoimento no Garras nesta tarde e no início da noite devem ser encaminhados para o Complexo Penal da Capital, no Jardim Noroeste.

Além dos alvos da operação de hoje, outras três pessoas já estão presas por conta das investigações sobre os assassinatos. São eles, os guardas municipais Marcelo Rios, Robert Vitor Kopetski e Rafael Antunes Vieira, além do auxiliar de segurança Flávio Narciso Morais da Silva.

SIGA-NOS NO Google News