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Mães e filhos reinventam comemoração
Domingo, 10 Maio de 2020 - 07:00 | Redação
Pela primeira vez muitos filhos vão passar o segundo domingo do mês de maio separados de suas mães, pelo menos fisicamente. O isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus fez com que as famílias mudassem a forma de comemorar essa data tão valorizada.
O beijo e o abraço vão acontecer, mas de uma maneira diferente. A tecnologia, que tem sido indispensável para a comunicação neste período, vai ter o seu uso ainda mais acentuado no dia das mães por meio das videochamadas. O celular será o instrumento para mandar o beijo, aquele abraço simbólico, a palavra de amor e de gratidão. E todo sentimento, com certeza, será potencializado por estarmos vivendo este momento tão difícil em que o distanciamento se faz necessário como forma de proteger a nossa saúde e a de outras pessoas.
E diante desse cenário atípico, a reportagem do Diário Digital foi para as ruas saber do campo-grandense como essa data será vivida em 2020. Em todos os depoimentos o sentimento é um só: de lamento apesar da compreensão das circunstâncias. É o que sente Mykaelle Nascimento, de 26 anos. “É triste não poder comemorar o dia das mães com a mesa farta e a casa cheia. Nesse ano tudo será virtualmente, pelo celular. Eu e meu irmão vamos ligar para minha mãe e nunca isso tinha acontecido. Estamos assimilando as coisas e o isolamento é a melhor forma de prevenir a Covid-19’, afirma.
Como mãe, a aposentada Maria de Fátima Garcete, de 68 anos, também lamenta que no domingo muitas pessoas não poderão visitar suas mães nessa data carregada de afeto. “Minha casa era cheia com meus três filhos e cinco netos. Todos os domingos o almoço era na minha casa e faz um mês que não nos reunimos. Eu não gosto dessa distância sem poder ver meus netos, mas é fundamental cada um ficar em sua casa”, diz.
Para os filhos que ainda moram com suas mães, a data ainda poderá ser comemorada, mas sem aglomeração. É o caso de Letícia Queiroz, de 32 anos. “Moro com minha mãe que está no grupo de risco. Vamos ter um almoço para mãe e filha e meu irmão vai fazer apenas uma ligação. Estamos evitando o máximo as aglomerações, prezamos muito pela saúde da minha mãe”, garante a dona de casa.
Encontramos também a jovem Meire Hellen que, aos 18 anos, está grávida de seis meses. Como sua mãe já é falecida, ainda vive a saudade, mas dessa vez a data terá o alento e a doce espera da chegada do bebê. Para a jovem, o domingo será de comemoração porque é o seu primeiro dia das mães.
E alguns filhos optaram por fazer aquele famoso almoço em comemoração às mães. Na família de Gabriela Lacerda, de 28 anos, o domingo terá a tradicional reunião e ninguém abre mão do encontro. “Minha mãe tem 55 anos, estamos indo visitar com alguns cuidados, mas no domingo eu e meus irmãos vamos fazer um almoço especial e comemorar uma data tão importante. Minha mãe é uma guerreira. Ela criou os quatros filhos sozinha, ela merece toda homenagem do mundo”, enfatiza.
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