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Mãe de menino assassinado pelo pai diz que réu era obsessivo

Terça-feira, 10 Março de 2020 - 17:03 | Redação


Thayelle Cristina Bogado dos Reais, mãe do menino Miguel Henrique dos Santos Zenteno, de 2 anos, assassinado pelo próprio pai, prestou depoimento em audiência sobre o crime na tarde desta terça-feira, 10 de Março, no Fórum de Campo Grande.

A mulher não quis prestar depoimento na frente do réu, o ex-marido Evaldo Christyan Dias Zenteno, de 21 anos. Ela só está depondo agora por conta do adiamento da acusação do MPE que apurava a possibilidade de a criança ter sido vítima de tentativa de homicídio uma semana antes de ser morta. 

Ela reafirmou em depoimento que tinha voltado a morar em Aquidauana após a separação fazia dois meses e Evaldo foi até atrás dela. 
“Ele foi pra lá atrás da gente (ela e Miguel), tentando retomar o relacionamento me perseguindo, mandava flores no meu trabalho, era obsessivo, tentava me beijar, me agarrar a força e eu não queria mais falar com ele.” 

Segundo a mãe da criança, no dia 11 de setembro, Evaldo pediu para dormir com o Miguel e havia o combinado devolve-lo no dia seguinte. 

Pouco antes das 10h do dia 12, o ex-marido ligou falando que Miguel havia caído da cama.  Ela chegou na casa de Evaldo e ele já estava do lado de fora com o filho desacordado nos braços. 

“Ele deu duas versões sobre o que tinha acontecido. Primeiro, Evaldo disse que Miguel estava dormindo e caiu da cama. Depois, ele disse que meu filho estava pulando da cama e caiu.” 

Segundo a mãe, quando aconteceu ela não desconfiou do ex-marido que andava mais carinhoso com o filho após a separação. Mesmo o menino tendo dito a avó “papai empurrou” quando ela questionou a criança o que havia acontecido. 

“Eu não queria acreditar que ele pudesse ter empurrado o Miguel e uma semana depois ele faz isso, mata meu filho.”

Na ocasião, a criança teria permanecido desacordada durante todo o trajeto até o Hospital Regional de Aquidauana cerca de 30 min e recebeu alta no fim do dia depois de permanecer em observação. 

O MPE adotou a denúncia após a avó materna de Miguel ter declarado em depoimento que o neto teria sido vítima de tentativa de homicídio antes de ser assassinado.  O réu também será ouvido na tarde desta terça-feira.

 

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