• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Lixo hospitalar é descartado irregularmente

Quarta-feira, 29 Janeiro de 2020 - 16:32 | Redação


Materiais hospitalares de origem ainda desconhecida foram descartados irregularmente em área às margens da Rua Hildebrando Luiz de Paula, antiga Rua Número 3, no Parque Novo Século, na saída para São Paulo, em Campo Grande. A denúncia já chegou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) que apura o caso.

No montante descartado, há medicamentos, seringas usadas, ampolas, luvas, bolsas de soro e outros itens hospitalares, tudo atirado no solo. Fiscais do Semadur estiveram no local nesta quarta-feira, 29 de Janeiro, e tentam descobrir a responsabilidade pelo descarte do material.

“Será verificada se a área onde houve o descarte é de propriedade particular ou pública e qual a possível procedência desses medicamentos. É necessário identificar o proprietário da área para que seja Notificado quanto a limpeza do local. Também será solicitado o apoio da Guarda Civil Metropolitana na realização de rondas na região”, informou a Semadur em nota encaminhada à redação do Diário Digital.

A Rua Hildebrando Luiz de Paula, aliás, virou um grande lixão a céu aberto, situação antiga, segundo o apurado pela reportagem. Ao longo da via há restos de materiais de construção e de podas de árvores, além de pedaços de móveis velhos e partes de eletroeletrônicos como televisores, entre outros.

O descarte de lixo em local inadequado configura crime ambiental. O responsável poderá ser autuado em processo administrativo por poluição ambiental. As multas podem variar de R$ 2.414,50 a R$ 9.658,00.

Denúncias podem ser feitas à Patrulha Ambiental da Guarda Civil Metropolitana pelo telefone 153 ou à Semadur pelo Disque Denúncia 156.

Regras da Anvisa - No Brasil, há regras definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para descarte correto de materiais hospitalares. Tais regras devem ser seguidas por hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e outros estabelecimentos de saúde.

Primeiro é preciso separar o lixo infectante dos lixos hospitalares comuns. Entre as práticas permitidas no país estão a incineração dos lixos infectantes, esterilização e ainda a destinação do lixo para valas assépticas.

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