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Licitação abre caminho para nova maternidade em Corumbá
Unidade do PAC terá até 150 leitos e investimento de R$ 74,9 milhões
Terça-feira, 17 Março de 2026 - 11:30 | Sandra Salvatierre

A construção da nova maternidade de Corumbá avançou com a publicação do aviso de licitação para a obra, divulgada na sexta-feira (13) no Diário Oficial do Estado e no Diário Oficial da União. O empreendimento integra o programa de fortalecimento da rede pública de saúde e contará com recursos federais, além de contrapartidas do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e da prefeitura municipal.
O processo licitatório será conduzido pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, responsável pela execução do projeto. A concorrência eletrônica nº 027/2026 prevê investimento estimado em R$ 74.960.829,49 para a construção da unidade, classificada como PAC Maternidade – Porte II.
A nova maternidade será implantada no mesmo terreno onde já está em construção o Centro de Parto Normal Peri-Hospitalar, na rua Pedro de Medeiros. A estrutura deverá ampliar e qualificar o atendimento materno-infantil no município e em toda a região, oferecendo melhores condições de assistência a gestantes, parturientes e recém-nascidos.
“Esse anúncio representa um importante avanço para a estrutura da saúde pública de Corumbá, ampliando a capacidade de atendimento e fortalecendo a rede de cuidados voltados às mães e aos bebês”, afirmou o prefeito Gabriel Alves de Oliveira.
De acordo com o aviso de licitação, a contratação seguirá o critério de menor preço, com disputa em modo aberto e execução da obra em regime de empreitada por preço unitário. A sessão pública para abertura das propostas está marcada para 1º de abril de 2026, às 8h30 (horário de Mato Grosso do Sul), por meio do sistema eletrônico de licitações do Governo do Estado.
O empreendimento integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a implantação de maternidades em diversas regiões do país com o objetivo de ampliar a assistência obstétrica e neonatal.
As unidades classificadas como Porte II possuem capacidade entre 101 e 150 leitos e são projetadas para atender gestantes de risco habitual e também de alto risco, contribuindo para a redução da mortalidade materna e neonatal.
O modelo prevê maternidades de média e alta complexidade, com estrutura completa para atendimento especializado, incluindo centro cirúrgico obstétrico, UTI neonatal, unidades de cuidados intermediários e centros de parto humanizado. O projeto também contempla serviços de diagnóstico por imagem, banco de leite humano e acolhimento especializado para vítimas de violência, dentro de um conceito de atendimento humanizado e integral às mulheres e aos recém-nascidos.
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