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Laboratório da Embrapa reforça ações contra Covid-19
Quarta-feira, 01 Abril de 2020 - 10:00 | Redação
A Embrapa Gado de Corte colocou sua moderna infraestrutura laboratorial e equipes, à disposição dos Ministérios da Agricultura e Saúde para ajudar no combate ao novo coronavírus. Os técnicos e equipamentos da estatal estão executando testes para arboviroses (dengue, zika e chikungunya) a fim de aliviar o sistema. Assim, as análises para o coronavírus ficam concentradas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/MS), que pode se dedicar mais à pandemia.
Os testes diagnósticos são realizados pelos especialistas da Embrapa da área de saúde animal, Flábio Ribeiro Araújo, Lenita Ramires dos Santos e Vanessa Felipe de Souza, pelas pesquisadoras da Fiocruz-MS, Zoraida Del Carmen Fernandez Grillo e Alexsandra Rodrigues Mendonça Favacho, e André Luiz Julien Ferraz, professor-pesquisador da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
“Inicialmente trabalharemos com chikungunya, dengue e zika. O objetivo é aliviar o sistema, realizando os exames encaminhados pelo Lacen. A Embrapa, em parceria com a Fiocruz, Lacen-MS e UEMS pretende, dentro do possível, ampliar a capacidade diária para realização dos testes em Mato Grosso do Sul. Se necessário, conforme demanda, rodaremos as análises do Covid-19”, explica Ronney Mamede, chefe-geral interino da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS).
Em Mato Grosso do Sul, segundo informações do boletim epidemiológico divulgado esta semana, entre 1º de janeiro e 25 de março, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) notificou 36.655 casos de dengue, uma média de 431 casos/dia, algo ao redor de um registro a cada três minutos. Os casos continuam subindo e já foram registradas 19 mortes causadas por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Isso mostra a importância de unir esforços para ampliar os testes diagnósticos.
Laboratórios – Dentro dessa infraesturura laboratorial está o Laboratório Multiusuário de Biossegurança para a Pecuária (Biopec), inaugurado em 2017. O Biopec possui áreas de biossegurança nível 1, 2 e 3 (NB1, NB2 e NB3). Nelas, são realizadas atividades que envolvem patógenos de alto risco biológico para a cadeia da pecuária, causadores de doenças como salmonelose, brucelose, tuberculose e doenças êntero-hemorrágicas.
Ao todo, a capacidade instalada da estatal aponta 47 laboratórios disponíveis.
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