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Justiça realiza primeira audiência sobre morte de filho de PM

Segunda-feira, 02 Março de 2020 - 15:12 | Redação


Está sendo realizada na tarde desta segunda-feira, 2 de Março, no Fórum de Campo Grande, a primeira audiência sobre a execução de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, filho do capitão da PM Paulo Roberto Xavier. Acusados de envolvimento no crime, os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho e outros três pessoas acompanham a audiência por videoconderência já que estão presos fora do Estado.

Além de Jamil Name e do filho, são acusados na ação criminal o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o “Vlad”, o ex-guarda municipal Marcelo Rios e o policial civil Márcio Cavalcanti da Silva. Eles estão presos na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Outro acusado que irá acompanhar a audiência por videoconferência é o técnico em informática Eurico dos Santos Mota, preso em Coxim (MS).  Dois réus ainda estão foragidos, José Moreira Freires, o “Zezinho” e Juanil Miranda Lima.

A audiência começou com 1h30 de atrado devido a problemas técnicos que atrapalhavam a videoconferência em Mossoró. A segurança no Fórum foi reforçada. Homens do  Garras e do Choque estão no local. Testemunhas não tem contato com o lado externo.

Estão marcadas duas audiências do caso nesta semana, sendo a primeira nesta segunda e a outro na terça-feira à tarde, ambas com o recurso da videoconferência. Apenas testemunhas de acusação falarão ao juiz. Foram arroladas 13 pessoas, entre as quais delegados e policiais civis que participaram das investigações sobre o crime.

O Ministério Público Estadual (MPE), com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a Polícia Civil montaram uma força tarefa para investigar a organização criminosa e grupo de extermínio que seria comandado pela família Name.

Caso Matheus - O estudante Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, foi morto no dia 9 de abril do ano passado, com tiros de fuzil AK-47, no bairro Jardim Bela Vista, em Campo Grande, quando manobrava a caminhonete do pai, o ex-capitão da Polícia Militar, Paulo Roberto Xavier.

Segundo relatório do Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros (Garras), o homicídio foi por engano, já que o verdadeiro alvo da organização criminosa era o pai da vítima.

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