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Justiça adia audiências de Jamil Name e réus da Omertà
Sábado, 21 Março de 2020 - 07:00 | Redação
Diante das novas circunstâncias envolvendo o combate à pandemia do coronavírus, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª do Tribunal do Júri de Campo Grande, decidiu, em despacho na tarde desta sexta-feira (20), suspender as audiências dos dias 25 e 26 de março e o júri do dia 27 de março, os quais até então seriam realizados, pois se tratam de casos com réus presos.
Para os dois dias, estavam marcadas as audiências sobre a execução de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, filho do capitão da PM Paulo Roberto Xavier, com os acusados de envolvimento no crime, os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho e outros três presos.
Nas audiências seriam ouvidas duas testemunhas de acusação que não compareceram as primeiras oitivas realizadas nos dias 2 e 3 de março, além de 25 testemunhas de defesa.
O magistrado determinou ainda a remarcação das audiências e júri com urgência, assim que cessada a situação de calamidade pública.
A decisão do magistrado levou em consideração a decretação de estado emergencial pela União e pelo Município de Campo Grande, além da edição no final da tarde de ontem da Resolução n. 313, do Conselho Nacional de Justiça, que determinou, entre outros pontos, a suspensão dos prazos processuais, de forma que tornou inviável publicar a decisão proferida na data de ontem que mantinha as respectivas audiências.
Caso Matheus – O estudante Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, foi morto no dia 9 de abril do ano passado, com tiros de fuzil AK-47, no bairro Jardim Bela Vista, em Campo Grande, quando manobrava a caminhonete do pai, o ex-capitão da Polícia Militar, Paulo Roberto Xavier. Segundo relatório do Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros (Garras), o homicídio foi por engano, já que o verdadeiro alvo da organização criminosa era o pai da vítima.
O inquérito pela morte do estudante foi encaminhado a 2ª Vara do Tribunal de Justiça, em dezembro. De acordo com as investigações, Paulo Xavier seria morto “por estar envolvido numa negociação de uma fazenda, tendo pego o dinheiro e sumido com ele", ou uma "possível mudança de lado de Paulo que passou a ajudar o advogado Antônio Augusto, distanciando-se dos NAMES”.
Além de Jamil Name e Jamil Name Filho, são acusados na ação criminal o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o “Vlad”, o ex-guarda municipal Marcelo Rios e o policial civil Márcio Cavalcanti da Silva. Que estão presos na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Outro acusado é o técnico em informática Eurico dos Santos Mota, preso em Coxim (MS). Dois réus ainda estão foragidos, José Moreira Freires, o “Zezinho” e Juanil Miranda Lima.
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