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Juiz decide levar a júri acusado de matar motorista de aplicativo
Quinta-feira, 20 Fevereiro de 2020 - 15:32 | Redação
O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, determinou que Igor César de Lima Oliveira, acusado de matar o motorista de aplicativo, Rafael Baron, seja levado a julgamento por homicídio qualificado por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima e porte ilegal de arma de fogo, após audiência sobre o caso , nesta quarta-feira (19), no Fórum de Campo Grande.
Rafael foi morto no dia 13 de maio do ano passado com dois tiros. Ele estava trabalhando e foi buscar Igor e a mulher dele na Upa (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário e deixar os dois no Condomínio Reinaldo Buzanelli II, no Jardim Campo Nobre. O autor se apresentou três dias depois do homicídio. Ele já estava foragido do sistema prisional quando cometeu o crime. Na época, na delegacia, disse que a motivação do crime foi ciúmes porque o motorista conversou com a esposa dele.
Em audiência, na tarde de ontem, foram ouvidas quatro testemunhas comuns para a acusação e para a defesa: a mãe do acusado, sua companheira e uma irmã dele, além da viúva da vítima. Outras duas testemunhas foram dispensadas e, por fim, houve o interrogatório do réu, sendo concluída a fase de instrução do processo.
O Ministério Público e a Defensoria Pública apresentaram suas alegações finais e a audiência foi encerrada com a decisão do juiz, que pronunciou o réu para ir a júri popular.
Na decisão, o magistrado observou que a materialidade e autoria do crime estão comprovadas pelo laudo de corpo de delito e a autoria é confessa, tanto na fase policial quanto no processo. O juiz manteve as qualificadoras que serão analisadas pelo júri popular, como também a prática do crime de porte ilegal de arma de fogo.
A prisão de Igor pelo homicídio de Rafael não foi decretada pela Polícia Civil logo após o crime, apesar dele ter confessado. O autor voltou para a prisão para cumprir pena pelo crime anterior de roubo. Pouco depois, conseguiu o benefício da progressão de regime e aproveitou para fugir.
O pedido de prisão pelo homicídio só ocorreu meses depois da morte da vítima. Igor foi recapturado no dia 9 de fevereiro por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar depois de uma denúncia anônima.
O juiz manteve a prisão preventiva do acusado que vai aguardar o julgamento em regime fechado.
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