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Juiz aceita denúncia de obstrução de justiça contra 5 réus da Omertà

Entre os denunciados pelo Ministério Público estão Fahd, Jamil Name e o delegado Márcio Obara

Quarta-feira, 15 Julho de 2020 - 17:53 | Redação


Juiz aceita denúncia de obstrução de justiça contra 5 réus da Omertà
Delegado Márcio Shiro Obara, preso desde o dia 18 de junho (Arquivo/Diário Digital)

O juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, aceitou nesta semana a denúncia do MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por obstrução de Justiça, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva contra os investigados na Operação Omertá. Fahd Jamil, Flávio Correia, assim como Jamil Name e Jamil Name Filho são apontados como líderes de organizações criminosas que atuavam em Ponta Porã e Campo Grande e tiveram o auxílio do delegado de polícia Márcio Obara, para ocultar provas de execuções.

As práticas de obstrução de justiça se referem à investigação de três assassinatos. O delegado Obara é acusado de ocultar provas na apuração do assassinato do policial militar reformado Ilson Martins de Figueiredo, ocorrida em 11 de junho de 2018. Ele teria recebido R$ 100 mil da organização criminosa para não prosseguir com as investigações quando estava à frente da Delegacia de Homicídios.

Obara também virou réu por lavagem de capitais e corrupção passiva. Já Jamil Name, Jamil Name Filho, Fahd Jamil e Flávio Correia que segundo a denúncia ordenaram as execuções e cooptaram o delegado vão responder por corrupção ativa.

Márcio Obara foi preso, no dia 18 de junho, na 3ª fase da Operação Omertà que investiga uma milícia armada em Mato Grosso do Sul. Ele teve dois pedidos de liberdade provisória negados pela justiça.  Por maioria dos votos, durante julgamento realizado na tarde desta terça-feira (14), a 2ª Câmara Criminal negou habeas corpus ao delegado.

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