• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

Geral

Jovens da quilombola Chácara Buriti transformam vivências em arte

Oficinas de pintura e colagem estimulam identidade e pertencimento em comunidade quilombola

Segunda-feira, 16 Março de 2026 - 14:14 | Sandra Salvatierre


Jovens da quilombola Chácara Buriti transformam vivências em arte
Ao longo das oficinas, os adolescentes exploraram duas linguagens visuais: pintura e colagem, experimentando diferentes formas de transformar referências pessoais em arte. (Foto: Divulgação)

Adolescentes da comunidade quilombola Chácara Buriti, em Campo Grande, participaram neste sábado (14) de oficinas artísticas que transformaram lembranças, histórias e paisagens do território em produções criativas. A atividade integra o projeto  “Reafirmando Territórios”, que propõe a união entre arte, identidade e pertencimento.

Durante o encontro, experiências do cotidiano, memórias familiares e elementos presentes na própria comunidade serviram de inspiração para os trabalhos desenvolvidos pelos jovens. A proposta foi incentivar um olhar sensível sobre o lugar onde vivem e mostrar que vivências pessoais também podem se tornar expressão artística.

A iniciativa tem apoio da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (Fundac), que tem ampliado a oferta de atividades culturais em diferentes regiões da cidade, levando ações artísticas a comunidades e valorizando as histórias presentes em cada território.

Promovido pelo Coletivo Enegrecer, o projeto convida os participantes a reconhecer o valor de elementos simples do cotidiano  objetos, sentimentos e espaços da comunidade  como ponto de partida para a criação.

Ao longo das oficinas, os adolescentes exploraram duas linguagens visuais: pintura e colagem, experimentando diferentes formas de transformar referências pessoais em arte.

Idealizadora da iniciativa, a artista Erika Pedraza destaca que a prática artística também contribui para fortalecer a autoestima e a percepção que os jovens têm de si mesmos.

“Quando um aluno faz um autorretrato, por exemplo, ele mostra como se enxerga. E quando ele gosta do resultado, automaticamente está dizendo que gosta de si mesmo. Levar arte ao quilombo é também reconhecer que eles são importantes e merecem que esses eventos aconteçam dentro da própria comunidade”, afirma.

 

 

Confira a galeria de imagens:

SIGA-NOS NO Google News