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Jerson Domingos é um dos alvos
Terça-feira, 17 Março de 2020 - 08:12 | Redação
Um dos alvos da segunda fase da Operação Omertà é o ex-deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Conta, Jerson Domingos. Nas propriedades rurais dele a força-tarefa estaria cumprindo mandados de busca e apreensão. Outros pontos de cumprimento de mandados seria em dois imóveis no centro de Campo Grande e também no Tribunal de Contas. Um desses imóveis é no apartamento onde mora a irmã de Jerson Domingos, Tereza Name, que é esposa de Jamil Name, preso na primeira fase da Operação Omertà.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate), o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e Batalhão de Choque estão cumprindo 18 mandados contra investigados na Operação Omertà desde as primeiras horas da manhã. A segunda fase da operação foi deflagrada depois da descoberta de um plano para atentar contra a vida de autoridades no Estado, entre elas um promotor de Justiça do Gaeco.
A primeira etapa da Omertà foi em setembro de 2019 para investigar os crimes de organização criminosa responsável por crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva. Nome da operação, Omertà é um código de honra da máfia italiana, que exige voto de silêncio.
Omertà 1 - Apontados pela investigação como chefes da milícia, o empresário Jamil Name, 80 anos, e o filho dele, Jamil Name Filho, o Jamilzinho, 42 anos, foram presos no dia 27 de setembro. Os dois estão no Presídio Federal de Mossoró (RN).
Na primeira etapa foram expedidos 23 ordens de prisões: sendo 13 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de prisão temporária em Campo Grande.
Início - As investigações do Gaeco tiveram início em abril de 2019 com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras desde 26 de abril de 2019. A partir das investigações, foi descoberta organização criminosa que seria chefiada por Jamil e Jamil Filho.
Matheus Coutinho Xavier foi assassinado em frente à sua casa com 7 tiros de fuzil na cabeça, e na época de sua execução, no dia 9 de abril, foi levantado que a arma usada no crime poderia ter ligação com o armamento usado na execução de Ilson Figueiredo, que foi assassinado em junho de 2018.
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