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Jerson deixa Garras e segue para presídio

Quinta-feira, 18 Junho de 2020 - 15:05 | Redação


O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ex-deputado estadual Jerson Domingos deixou a sede do Garras, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande, e seguiu para o Centro de Triagem, no Complexo Penal, no Jardim Noroeste.

Jerson é um dos presos na terceira fase da Operação Omertà que investiga a existência de organização criminosa suspeita de vários crimes em Mato Grosso do Sul, entre os quais assassinatos.

A ação desencadeada na manhã desta quinta-feira, 18 de Junho, tinha ao menos 16 mandados de prisão para cumprir. Ele entre os presos estão um delegado da Polícia Civil e um policial.

O ex-deputado estadual foi preso no período pela manhã no sítio de sua propriedade em Rio Negro. Ele chegou ao Garras dirigindo o próprio veículo. Horas depois, deixou o local para passar por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina e Odontologia Legal, o Imol, e depois retornou.

Jerson aguardava vaga no sistema penal para ser transferido e, segundo informações, não prestou depoimento no Garras. Ele ainda será ouvido pela força-tarefa da Omertà.

Ao chegar ao Centro de Triagem, ele passou primeiramente pelo módulo de saúde para as averiguações necessárias do protocolo referente à Covid-19  depois foi encaminhado à Cela 17.

Prisão sem fundamentos - O advogado do conselheiro André Borges esteve no Garras e disse aos jornalistas que não vê fundamentos para a prisão de Jerson. Segundo ele, o Gaeco alega vínculo dele com a milícia baseado em conversas de Jerson com a família Name, suspeita de liderar o esquema criminoso. Jerson tem parentesco com os Name.

Ainda de acordo com o advogado, seu cliente foi às 4h da manhã para fazenda tratar de negócios, quando foi surpreendido pela polícia militar. “Ele jamais se negou a prestar esclarecimentos a polícia ou Ministério Público”, afirmou André Borges.

Conforme o advogado, o juiz decretou a prisão de Jerson após analisar provas relacionadas a fatos de 2009 do jogo do bicho e ainda conversas de WhatsApp de Março entre seu cliente e familiares envolvidos na Operação Omertà.

André Borges vai se reunir com familiares de Jerson para decidir os encaminhamentos. Porém, adiantou que planeja pedir a revogação da prisão. Jerson não falou com os jornalistas na delegacia.

Operação Omertà - Na primeira fase da Omertà, desencadeada em Setembro de 2019, o empresário Jamil Name, Jamil Name Filho, além de policiais civis e guardas municipais foram presos por fazerem parte de um suposto grupo de extermínio no Estado. Entre as vítimas de execução realizadas a mando do grupo estariam Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier.

Na segunda fase da Omertà, que aconteceu em Março de 2020 foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em cinco cidades de Mato Grosso do Sul e em João Pessoa, na Paraíba. Esta fase da operação foi deflagrada depois da descoberta de suposto plano para atentar contra a vida de autoridades envolvidas na investigação do caso, entre elas um promotor de Justiça e um delegado.

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