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HU-UFGD volta a figurar entre os mais bem avaliados da CGU

Hospital universitário registra 71,5% de manifestações positivas e responde 100% das demandas no prazo, segundo o painel “Resolveu?”

Segunda-feira, 16 Fevereiro de 2026 - 17:00 | Sandra Salvatierre


HU-UFGD volta a figurar entre os mais bem avaliados da CGU
A estratégia institucional envolve acompanhamento permanente das manifestações, articulação com chefias e áreas técnicas, análise gerencial. (Foto: Divulgação)

O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, voltou a se destacar nacionalmente no painel “Resolveu?”, da Controladoria-Geral da União. Em 2025, a unidade figura entre as instituições públicas com melhor desempenho na gestão de manifestações registradas em Ouvidoria.

Ao longo do último ano, foram contabilizadas 1.729 manifestações. Desse total, 1.237 (71,5%) têm caráter positivo ou construtivo, sendo 942 elogios, 164 solicitações, 25 sugestões e 106 pedidos de acesso à informação com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). O crescimento dos pedidos de informação de 47 para 106  e das solicitações de 126 para 164 vidência maior engajamento da comunidade.

“Esse dado sinaliza que a Ouvidoria tem sido utilizada não apenas para apontar falhas, mas também para registrar reconhecimento e valorizar práticas positivas”, avalia o ouvidor Jeremias Gonçalves.

Outro indicador expressivo é a tempestividade: 100% das manifestações foram respondidas dentro do prazo legal, com tempo médio de 3,2 dias. “Em ambiente hospitalar, onde as demandas envolvem situações sensíveis, responder com agilidade reduz incertezas, orienta o usuário e apoia a gestão na tomada de providências”, observa.

O número de reclamações, por sua vez, manteve-se estável de 354 para 355 em comparação ao ano anterior, o que, segundo o relatório, reforça a necessidade de monitoramento contínuo para reduzir reincidências e aperfeiçoar processos, infraestrutura e comunicação.

Parceria que transforma dados em gestão

A estratégia institucional envolve acompanhamento permanente das manifestações, articulação com chefias e áreas técnicas, análise gerencial de temas recorrentes e foco em acolhimento e humanização. Para 2026, três prioridades estão definidas: ampliar a divulgação dos canais, reduzir reincidências e aprimorar o fluxo de atendimento diante do aumento da demanda.

À frente da Unidade de Saúde da Mulher, Crislaine da Silva Nantes destaca o papel estratégico da Ouvidoria. “Mais do que um canal de reclamações, é um instrumento de aprimoramento contínuo que transforma a experiência do usuário em aprendizado”, afirma. Segundo ela, manifestações relacionadas à comunicação com familiares durante a assistência obstétrica levaram à revisão de rotinas internas, com reforço nas orientações e organização dos momentos de esclarecimento clínico.

O resultado foi a melhoria na experiência do usuário e a diminuição de registros sobre o mesmo tema. “Essa parceria permite que a gestão atue de forma preventiva, promovendo uma assistência cada vez mais segura e qualificada”, pontua.

Canal consolidado

Pacientes, acompanhantes, empregados públicos, terceirizados, residentes, estudantes e candidatos compõem o público que recorre à Ouvidoria ao longo do ano. A diversidade reforça o canal como instrumento efetivo de participação social.

Para a gestão, os indicadores refletem mais do que números: apontam fortalecimento da transparência, ampliação da escuta institucional e uso estratégico de dados para manter boas práticas e corrigir fragilidades. Em vez de reagir a crises, o hospital aposta na informação como ferramenta de antecipação e governança.

 

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