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Homem desaparecido pode ser a oitava vítima de pedreiro
Sábado, 30 Maio de 2020 - 11:32 | Redação
A Polícia Civil de Campo Grande investiga se o pedreiro Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, matou um homem que está desaparecido desde Outubro de 2019. Um boletim por desaparecimento de pessoa já foi registrado em busca de Franklin Anastácio Carvalho, 43 anos. Se for confirmado o homicídio, ele será a oitava vítima do pedreiro que cometeu assassinatos em série na Capital.
Franklin é irmão de Flávio Pereira Cece, 34 anos, que era primo do pedreiro e foi morto por ele, crime que Cleber já confessou. Por enquanto, a polícia não se manifesta oficialmente sobre a suspeita, mas a investigação em busca de Franklin leva em conta o assassinato de Flávio e sua ligação Cleber.
Flávio foi morto em 2015. O motivo do assassinato, de acordo com o delegado Carlos Delano, titular da DEH, responsável pelo trabalho de investigação, foi o interesse do pedreiro em tomar o terreno que era do primo. O imóvel fica aos fundos da casa onde moram familiares de Cleber.
Na época, Flávio morava em um barraco e eles construíram um muro para separar o terreno, mas houve uma discordância sobre o tamanho da limitação do espaço, o que terminou com o homicídio do primo. O pedreiro se apossou do terreno e vendeu a outra pessoa por R$50 mil, dizendo a todos que a vítima tinha arrumado uma namorada e mudou de cidade.
O pedreiro está preso, assim como a esposa e a filha que teriam ajudado em um dos últimos assassinatos cometidos por ele, o do comerciante José Leonel Ferreira dos Santos, fato ocorrido em 2 de maio de 2020.
As investigações apontam que Cleber agia por motivações materiais. Ele matava as vítimas para ficar com os bens materiais delas. No caso do comerciante José Leonel, ele, a mulher e a filha se apossaram da casa da vítima, na Vila Nasser, após o assassinato. As duas teriam ajudado na ocultação do corpo, enterrado em uma fossa nos fundos do quintal da casa.
Foi o próprio Cleber quem ajudou a polícia a encontrar os corpos das vítimas indicando os locais onde sepultou os cadáveres. Ele está preso no Instituto Penal de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste.
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