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Há 7 meses em semiaberto, homem é acusado de estuprar a própria irmã

Suspeito alegou que a relação foi consentida, porém a adolescente de 15 anos estava dormindo

Quarta-feira, 04 Fevereiro de 2026 - 10:31 | Luiza Ferraz


Há 7 meses em semiaberto, homem é acusado de estuprar a própria irmã
O homem foi preso em flagrante, em um canavial em que estava trabalhando. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Na data de ontem (3), a Delegacia de Polícia de Juti prendeu em flagrante, um homem de 32 anos, acusado de cometer o crime de estupro de vulnerável contra a própria irmã, de 15 anos. O crime aconteceu na Aldeia Indígena Jarara, em Juti.

A Polícia Militar foi acionada por lideranças da aldeia, após a vítima relatar o abuso. Segundo o boletim de ocorrência, o crime ocorreu na madrugada, por volta das 2h, na residência da família. A adolescente informou que foi violentada sexualmente pelo irmão enquanto dormia, não conseguindo oferecer resistência ou fugir no momento do ato.

Após o suspeito deixar o local, a vítima buscou socorro e o fato foi comunicado às autoridades. A PM realizou os primeiros atendimentos, encaminhando a menor ao Hospital Municipal e posteriormente, à Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência.

Diante da gravidade dos fatos, a equipe de investigação da Polícia Civil iniciou imediatamente as buscas para localizar o suspeito. Por volta das 12h, os investigadores conseguiram encontrar o homem na zona rural, em um canavial no município de Naviraí, onde ele prestava serviços para uma usina.

Ouvido pela Autoridade Policial, o homem confessou ter praticado a conjunção carnal, embora tenha alegado o consentimento de sua irmã.

O homem cumpriu 5 anos de prisão em regime fechado pela prática de feminicídio tentado e estava há 7 meses no regime semiaberto.

O suspeito foi indiciado pelos crimes de estupro agravado, ocorrido quando o agente, utilizando violência ou grave ameaça, comete conjunção carnal ou ato libidinoso, valendo-se de autoridade familiar ou de cuidado (ascendente, padrasto, tio, irmão, tutor, etc.) sobre a vítima. A pena máxima é de 15 anos de reclusão e ele segue à disposição da Justiça.

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