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Garras prende mais 3 integrantes de quadrilha que escavou túnel

Segunda-feira, 16 Março de 2020 - 16:57 | Redação


Neste fim de semana, policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), com o apoio do Ministério da Justiça (Secretária de Operações Integradas), cumpriram três mandados de prisão e sete de busca e apreensão, nos estado de São Paulo, Santa Catariana e Rio Grande do Sul, além de Mato Grosso do Sul durante a segunda fase da operação Euphractus - nome científico de tatu- que investiga a organização criminosa responsável pela tentativa de furto dos cofres do Núcleo de Valores (NUVAL) do Banco do Brasil, em Campo Grande, em dezembro do ano passado.

Entre os presos está um homem conhecido como “Velho”, localizado na última sexta-feira (13), em Marília (SP). Segundo as investigações, ele é apontado como um dos quatro líderes da organização e foi eleito pelos outros integrantes do núcleo principal para coordenar o plano de furto milionário. “Velho” estava usando um documento falso e já foi condenado a mais de 28 anos de prisão por roubo a banco e formação de quadrilha.

As equipes ainda estiveram no litoral de São Paulo, em Praia Grande, onde também cumpriram mandado de prisão. Em Mato Grosso do Sul, um dos gerentes da organização estava escondido em Bela Vista, na fronteira com o Paraguai. Ele foi preso no sábado (14).  Na gerência ainda estaria um homem morador de Novo Hamburgo (RS) que está foragido.

Núcleo duro, gerencial, de apoio e de execução – Conforme as investigações do Garras, após a prisão em flagrante, no dia 22 de dezembro de 2019, de sete integrantes da organização criminosa que escavou um túnel de mais de 60 metros de comprimento para furtar milhões de reais dos cofres do Núcleo de Valores (NUVAL) do Banco do Brasil,  na Rua Alegrete, esquina com a Rua Buriti, em Campo Grande, foi detectado a participação de outros envolvidos, contabilizando pelo menos 20 participantes no esquema.

A quadrilha era dividida em quatro núcleos, de acordo com os critérios de distribuição de tarefas e função ou de demanda de serviços. O primeiro, intitulado pela polícia de Núcleo Duro, é composto por quatro integrantes, entre eles o “Velho”, que idealizaram, financiaram e coordenaram a empreitada criminosa.

Segundo as investigações, os líderes tinham em caixa pelo menos R$1,3 milhão para investir no plano e na escavação do túnel. A maior parte do dinheiro foi roubada da agência do Banco do Brasil, na Av. Afonso Pena, com a Rua 13 de Maio, em maio de 2016, quando dois homens armados entraram no local usando crachás de funcionários e levaram malotes, totalizando, R$1,1 milhão.  O roubo a agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Av. Marechal Deodoro, no Bairro Aero Rancho, em julho de 2019, também ajudou a financiar a tentativa de furto milionária da organização. Na época, os criminosos roubaram R$230 mil.

No Núcleo Gerencial, as investigações identificaram três homens com cargo de “gerentes”. Um deles foi morto em confronto com os polícias no dia 22 de dezembro durante a primeira etapa da operação. Faz parte do núcleo, o homem preso em Bela Vista e o acusado foragido de Novo Hamburgo.

O terceiro grupo, dito Núcleo de Apoio, era formado por ao menos seis indivíduos, que forneciam suporte e apoio aos executores da ação, onde agiam mais sete pessoas que participavam diretamente da escavação do túnel.

Apesar dos acusados serem de diversos estados, eles tiveram a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande/MS.

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