• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

Geral

Fronteira de MS com a Bolívia continua fechada

Quarta-feira, 30 Outubro de 2019 - 09:30 | Redação


Ainda sem solução para o impasse na eleição presidencial na Bolívia, lideranças políticas contrárias ao presidente reeleito, Evo Morales, da Província German Busch, continuam bloqueando a fronteira com Corumbá. O protesto já entra no sétimo dia e mobiliza também manifestantes em outras cidades bolivianas, principalmente nas regiões de La Paz e Santa Cruz dela Sierra.

Na ponte que separa Corumbá das cidades bolivianas de Arroyo Concepción, Puerto Quijarro e Puerto Suárez, a passagem de veículos está bloqueada, passam apenas carros em situação de emergência, como ambulâncias, e pedestres. Na segunda-feira (28), os manifestantes despejaram dois caminhões de terra e entulho para continuar impedindo o tráfego no local.

Doações -  A preocupação é com a escassez de água potável e gêneros alimentícios do outro lado da fronteira. Mas conforme o presidente do Comitê Cívico de Puerto Quijarro, Marcelito Moreira, há a falta de água potável vendida em galões.

“Vamos continuar com a fronteira fechada até que haja uma decisão. Estamos lutando pela democracia e em conversa com os presidentes das associações dos mercados municipais, eles estão autorizados a ir até Corumbá para adquirir alguns produtos que estejam faltando, para que não haja um desabastecimento nesses comércios, como verduras, carnes, frangos e até mesmo água”, esclareceu Marcelito, frisando que esses produtos essenciais para algumas famílias, não chega até a região devido aos pontos de bloqueios na estrada Bioceância, em cidades que ficam às margens da rodovia, que liga o Brasil e a Bolívia.

Por causa dessa situação, a estudante de medicina em Puerto Quijarro, Kyara Vitório Nóbrega Marques, que é paraibana e Almindo Rocha, mais conhecido como “Rochinha”, se mobilizaram e estão arrecadando em Corumbá, alimentos e água potável para ajudar as famílias fronteiriças. 

“Entendemos a luta deles e a situação política que o país está vivendo. O que estamos fazendo é questão humanitária. Resolvemos criar um grupo na rede social e, então, começamos a arrecadar esses itens essenciais, como água e alimentos. Até agora já conseguimos três caminhões pipas com água potável. Vamos até a ponte e lá, a população pode levar os galões e pegar a água para o consumo, já que a água nessa localidade é salobra”, afirma  Kyara Vitório.

Greve Geral - Os bolivianos que foram às urnas no último dia 20 de outubro, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Evo Morales reeleito, dizem que a contagem de votos que deu a vitória ao presidente, foi fraudada.

Os opositores pedem a realização do segundo turno e agora, a renúncia de Evo Morales, que nega a existência de fraude na eleição presidencial.

 

(Com informações: Diário Corumbaense)

 

SIGA-NOS NO Google News