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“Foi uma tortura”, diz encanador ameaçado durante roubo

Terça-feira, 11 Fevereiro de 2020 - 14:46 | Redação


 “Eu vou te matar. Você pode escolher, prefere um tiro no peito ou na cabeça?”  foi o que disse o bandido durante um assalto a um encanador de 55 anos, na manhã desta terça-feira (11), em um ponto de ônibus, na Rua 13 de Maio, em Campo Grande. Depois de roubar R$ 24,00 da vítima e um celular antigo, o homem ainda permaneceu fazendo ameaças e disse que mataria o trabalhador porque a filha dele foi assassinada.

Assustado, o encanador relatou ao Diário Digital que viveu momentos de pânico. Por volta das 5h30, ele aguardava o ônibus no ponto da Praça Ary Coelho, quando ouviu um disparo de arma de fogo e viu um homem se aproximar. “Ele já veio me ameaçando, disse que iria me matar, falava coisas sem sentido. Então, eu entreguei o dinheiro que tinha do passe e meu celular que é velho, comprei usado. Era só o que eu tinha”, contou a vítima.

Segundo o encanador, como era muito cedo, ele estava sozinho aguardando o ônibus e passou a ficar cada vez mais nervoso com as ameaças. “Eu tentei ser educado com ele, chamei de senhor e disse que não tinha mais nada para entregar. Mas ele era muito agressivo”.

Visivelmente alterado, mesmo após a vítima entregar seus pertences sem reagir, o autor continuou as ameaças, mostrando a arma.  O homem ainda teria perguntado quantos filhos o encanador tinha e disse que eles ficariam órfãos. "Eu não tenho medo de polícia, fiquei 15 anos preso, mataram minha filha, fui roubado e agora vou te matar também, seus filhos vão ficar órfãos”, foi o que teria dito o criminoso, de acordo com a vítima.

O homem permaneceu ao lado do encanador, mexendo na arma por baixo da roupa, até que outros passageiros começaram a aparecer e ele decidiu ir embora, caminhando tranquilamente. Foi quando a vítima conseguiu pedir ajuda.

Uma equipe da Guarda Civil Metropolitana esteve na região para fazer rondas em busca do autor, mas até o momento ninguém foi preso.

A vítima – Com medo o encanador preferiu não se identificar. Casado e pai de quatro filhos, ele disse que trabalha em uma universidade da Capital que fica a 13 km da casa dele. Por isso, todos os dias, precisa sair às 4h30, quando pega o primeiro ônibus. No Centro da cidade, ele aguarda outra condução para chegar no serviço às 6h30.

“A gente sai cedo para trabalhar todos os dias e acontece algo assim, eu poderia ter morrido por nada, vivi uma tortura, sozinho no ponto de ônibus que a gente paga uma tarifa cara e não tem nem segurança”, disse o encanador emocionado.

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