• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Fim de relacionamento se tornou risco de morte

Sábado, 18 Janeiro de 2020 - 11:00 | Redação


A violência contra a mulher é uma novela sem capítulo final. Os casos não dão trégua: agressão física e psicológica, tentativa de feminicídio e feminicídio. Na manhã desse sábado mais um homem inconformado com o término do relacionamento atentou contra a vida da ex-namorada de forma muito violenta.

Regiane Fernandes, 39 anos, entrou para as estatísticas ao sofrer tentativa feminicídio. O que seria mais um dia de trabalho como florista  em uma floricultura na Rua Vitório Zeola,  Bairro Caranda Bosque, teve outro rumo: o da violência. Ela chegou ao local  em seu veículo, um Corsa Sedam, quando seu ex-companheiro descia a rua caminhando, armado, nitidamente transtornado. Segundo testemunhas ela ainda tentou argumentar com ele, porém acabou sendo atingida por três tiros no peito.

O clima entre as testemunhas e colegas de trabalho era de total revolta. Regiane era conhecida por sua boa vontade e simpatia. Uma delas, que preferiu não se identificar, afirma que a vítima já havia terminado o relacionamento e estava sofrendo perseguição do ex que era ciumento e não aceitava o fim do namoro.

O autor dos disparos é Suetônio Pereira Ferreira, de 57 anos.  Após atirar na vítima,  ele deu um tiro em seu próprio ouvido. O suicídio não se concretizou. Ele foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. Permanece no setor de tomografia e não corre risco de morte.

Já a vítima que também foi socorrida e levada ao mesmo hospital e seu estado é considerado grave.  Enfrenta a partir de agora a luta para continuar vivendo. De onde um dia supostamente veio o amor, veio também a incompreensão, o ciúme doentio e a violência. E situações como essa colocam Mato Grosso do Sul em 5º lugar no Ranking Nacional de Morte Violenta de Mulheres, segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública.  

O caso foi designado a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e será apurado pela delegada Jeniffer Araújo

 

 

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